‘One More Light’: Linkin Park entrega disco pop com ótimos refrães

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7.5

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Prepare-se para ficar com quase todos os refrães do disco grudados na sua cabeça!

Para quem acompanha a banda nos últimos, não será surpresa e nem estranho ouvir as dez faixas do novo trabalho da banda, ‘One More Light’, lançado na última sexta-feira. O pop estava presente com os elementos eletrônicos em “LIVING THINGS” (2012) e junto à histeria vocal de “The Hunting Party” (2014). Mas aqui, o pop está predominantemente sozinho e em sua melhor forma. Se por um lado as novas promessas femininas do pop estejam deixando à desejar em refrães poderosos e letras bem estruturadas, os californianos tiveram êxito em entregar um disco pop sedento por execuções em rádios mainstream.

“Nobody Can Save Me” começa com vocais mais agudos e é, talvez, a produção mais genérica de “One More Light”; um cantor teen poderia facilmente interpretá-la em seu repertório. “Good Goodbye”, o segundo single oficial do disco, possui a participação dos rappers Pusha T e Stormzy que podem ajudar a aumentar o número de execuções nas rádios. É em ‘Goodbye’ que tem a primeira amostra de que os refrães são grudentos. É uma faixa divertida. “Diga adeus e caia na estrada/ Arrume tudo e suma/ É melhor você ter um lugar para ir/ Porque não poderá voltar aqui/ Adeus de vez”.

A histeria vocal está marcada no refrão da ótima “Talking to Myself”, faixa que cresce e fica cada vez mais pesada e entrega o disco à “Battle Symphony”, que é bem mais calma e tem uma letra bem poética. “Quando eles desligam as luzes, eu ouço a minha batalha em sinfonia, todos na minha frente. Se minha armadura quebrar, eu a fundo de volta.”

Em “Sorry for Now”, Chester e Mike invertem os papéis. Enquanto Chester canta a maior parte da música, a bridge é um rap de Mike. A faixa é bem interessante porque contém elementos do dubstep.

Com a participação de Kiiara nos vocais, o primeiro single “Heavy” é o desabafo que todo mundo precisa no mundo atual – estamos todos fadados à nossa mente. “Eu continuo a pensar nas coisas que me deixam pra baixo/ Se eu deixasse tudo ir, eu estaria livre/ Por que tudo é tão pesado?”. O interessante nessa faixa é que até os vocais de Kiiara, que é conhecida pela EDM e trap music, são mais cantados e limpos, diferentes das repetições criadas em estúdio.

“One More Light”, faixa que o Linkin Park dedicou à memória de Chris Cornell durante apresentação no Jimmy Kimmel na última semana, é, sem dúvidas, um dos pontos altos do disco.

O disco finaliza com “Sharp Edges”, uma música que transita entre o country e o acústico que cresce com a adição de batidas eletrônicas e deixa a certeza no ouvinte que, apesar de curto, o disco é um bom trabalho da banda que com certeza trará novos ouvintes.

Ouça: One More Light, Talking to Myself e Sharp Edges.