Nicola Roberts

Todo mundo quer um pedaço do Calvin Harris e a Cheryl Cole não é diferente

O Calvin Harris sempre deixou bem claro que prefere ser reconhecido como DJ/Produtor do que como cantor mas parece que as pessoas só se tocaram disso após o sucesso de ‘We Found Love’. Há quatro anos atrás ele produziu ‘In My Arms’, uma das melhores músicas de toda a carreira da Kylie, porém foi do ano passado pra cá que o nome dele aparece junto às notícias de retorno de várias cantoras pop. Primeiro teve a Leona Lewis, agora foi a vez de Cheryl Cole confirmar parceria com hitmaker escocês.

Essa notícia seria ótima se não fosse pela expectativa de lançamento do novo material da Cheryl.

Notícias indicam que o terceiro álbum da ex-jurada do X-Factor deve ser lançado no segundo semestre de 2012, mas como a gente já conhece os esquema de divulgação do Reino Unido sabemos que o primeiro single sairá pelo menos uns 3 meses antes nas rádios contando ainda com várias performances até o dia em que música chegará as lojas. Tudo aponta para que a parceria entre Cheryl e Calvin, que ainda terá uma participação do will.i.am, seja o carro-chefe do novo disco e se somarmos a popularidade deles sabemos que isso será um enorme sucesso. Mas questão é: onde as Girls Aloud ficam nessa história toda?

Mesmo sem uma confirmação oficial, todos já estavam cientes que 2012 seria o ano que a banda retomaria suas atividades mas com um novo álbum da Cheryl a caminho esse sonho parece ficar cada vez mais distante.

Eu sou extremamente grato por tudo que foi lançado durante essas férias do grupo e isso inclui os dois álbuns da Cheryl, passando pelo ‘Insatiable’ da Nadine até chegar ao ‘Cinderella’s Eyes’ da Nicola e até mesmo a participação da Kimberley em ‘Like You Like’, mas de verdade, eu já não aguento mais esperar para que as cenas do vídeo abaixo voltem acontecer novamente.

Aumente o volume: Nicola Roberts lançou “Memory Of You”

Na nossa lista de desejos para 2012 um dos pedidos que estão no top 10 certamente o retorno das Girls Aloud, por isso estamos torcendo para que os rumores de um novo álbum da Cheryl continuem sendo rumores e que as reuniões da Sarah com o pessoal do Xenomania seja para discutir algo para o grupo e não para um material solo. Mas por enquanto, quem não tem Girls Aloud caça com Nicola Roberts – o que não chega a ser uma má opção, pelo contrário.

Como vocês já devem ter percebido, no mercado fonográfico do Reino Unido é comum que o clipe de um single seja liberado bem antes da música ser propriamente lançada no iTunes (os motivos já foram explicados nesse post). Sendo assim, o download e versão física de ‘Yo-Yo’ da Nicão só estarão disponível para compra a partir de amanhã. Mas bem, se todo mundo já ouviu a música e assistiu o clipe por que alguém se interessaria em comprar o single agora? A resposta é fácil. Junto com as outras versões de ‘Yo-Yo’, o EP vem com uma versão de ‘Memory Of You’ apenas com os vocais da Nicola.

Não é incrível?

Melhor que vários singles do grupo, ‘Memory Of You’ é uma das melhores músicas que as Girls Aloud já gravaram em toda sua carreira – mas infelizmente acabou se tornando um simples b-side no single de ‘The Loving Kind’. No entanto, vendo pelo lado positivo, a música pelo menos está sendo reaproveitada.

Nicola, obrigado por esse presente.

Essa não é uma boa notícia para os fãs das Sugababes

Depois de uma má temporada em 2010 com o álbum ‘Sweet 7′, 2011 prometia ser o ano em que a versão 4.0 das Sugababes finalmente iria decolar, mas pelo visto o grande público parece mesmo ter perdido o interesse pelo grupo.

‘Freedom’ que, a principio, seria o single carro-chefe do novo álbum das ‘babes’ acabou sendo disponibilizado gratuitamente no Amazon após o fiasco logo na pré-venda, com isso o disco acabou sendo adiado por tempo indeterminado. Mas pelo visto, se os fieis fãs banda ainda tinham esperanças de algum material inédito agora em 2012, é melhor pedir a cadeira da Cláudia emprestada.

Em entrevista ao Digital Spy, a loira do grupo, Heidi Range, que a partir do próximo domingo estará competindo na nova temporada Dancing on Ice, confirmou que não há planos para nenhum material das Sugababes por enquanto, com tudo, garantiu que esse AINDA não é o fim da banda. Quando perguntada sobre os próximos passos do grupo, Heide respondeu: ‘Nós não estamos concentradas nisso agora. Eu estou concentrada no programa (porém com expectativas de um futuro próximo). Nós (Sugababes) não temos nada planejado no momento‘. E continou, ‘estamos fazendo nossas próprias coisas, mas não acabamos‘.

Como esse foi um depoimento da própria Heide, então não temos como ir contra. Mas agora vamos pensar, será que a gente já não ouviu essa história antes?

NÃO? Será que isso te ajuda a lembrar?

E agora?

Nada ainda? Mais uma dica;

OK, ESSA É ÚLTIMA CHANCE

E então? Agora o que vocês me dizem sobre o próximo álbum das Sugababes?

Os 40 melhores álbuns de 2011

Último dia do ano e tudo o que 2011 poderia oferecer musicalmente já chegou em nossas mãos, baseado nisso, é hora de mais uma lista. Bem mais difícil do que montar um ranking de singles, listar os melhores álbuns do ano exige uma atenção a mais, porque uma coisa é um artista lançar uma música boa e outra bem diferente é ele lançar uma compilação de músicas boas. Certo? Certo.

Por outro lado, o que é bom pra mim pode não ser bom para outros, então como em toda e qualquer outra lista do gênero vocês tem todo o direito de concordar ou não com esta, mas, aproveitando sua passagem por aqui, aproveite para escutar novamente os álbuns selecionados abaixo, pois foram eles que fizeram de 2011 um ótimo ano para a música pop.

40° – ‘FASTLIFE’
Joe Jonas


39° – ’4′
Beyoncé


38° – ‘LOVE?’
Jennifer Lopez

37° – ‘TORCHES’
Foster The People

36° ‘SOUL PUNK’
Patrick Stump

35° – ‘RED’
Dia Frampton

34° – ‘ALL OF YOU
Colbie Caillat

33° ‘LOVESTRONG’
Christina Perri

32° – ‘MYLO
XYLOTO’

Coldplay

31° – ‘WHO YOU
ARE’

Jessie J

30° ‘RABBITS ON
THE RUN’

Vanessa Carlton

29° – ‘YES AND
ALSO YES’

Mike Doughty

28° – ‘BIRDY’
Birdy
.

27° ‘UP ALL
NIGHT’

One Direction

26° – ‘PARADE’
Parade
.

25° ‘BATTLE
GROUND’

The Wanted

24° ‘ON YOUR
RADAR’

The Saturdays

23° ‘ALEXIS
JORDAN’

Alexis Jordan

22° ‘AT YOUR
CONVENIENCE’

Professor Green

21° ‘TALK THAT
TALK’

Rihanna

20° ‘MAKING
MIRRORS’

Gotye
19° ‘STRONGER’
Kelly Clarkson
.
18° ‘TWO’
Lenka
.
17° ‘FEMME
FATALE’

Britney Spears
16° ‘PERFECT-
IONIST’

Natalia Kills

15° ‘STICKS +
STONES’

Cher Lloyd

14° ‘SMASH’
Martin Solveig
.

13° ‘FOREVER
IF EVER’

Jon McLaughlin

12° ‘LIGHT AFTER
DARK’

Clare Maguire

11° – ’21′
Adele
.

10° ‘CEREMONIALS’
Florence + The Machine

Por um bom tempo a voz doce e poderosa de Florence Welch era uma exclusividade dos ingleses, mas bastou uma performance no VMA do ano passado para que o resto do mundo se rendesse as suas aparições sempre teatrais. Depois de ter causado uma ótima impressão com o álbum de estreia, Florence voltou com um novo disco em 2011. ‘Ceremonials’ é o segundo disco do Florence and the Machine e basta olhar para o alinhamento para ter uma ideia do que vamos ouvir. Mais uma vez é um álbum com bastantes músicas – quinze – que conta também com duas demos e três versões acústicas. Se podemos dizer algo sobre Florence, mesmo antes de ouvir o álbum, é que criatividade para novas músicas não lhe falta.


9° PLAYING THE SHADOWS
Example

Com Tinie Tempah, Professor Green, Dizzee Rascal e, por que não, o N-Dubz criando uma especie de ponte entre o ‘street’ e o mainstream, o grimme britânico nunca se encontrou em uma posição tão forte. No entanto, em seu terceiro álbum, Gleave ‘Example’ Elliot, no norte de Londres, veio para levar as coisas um passo adiante. Tão ambicioso quanto acessível, ‘Playing in the Shadows’ é por excelência um álbum pop, afinal estamos falando de um álbum que ficou em primeiro lugar na Inglaterra, Irlanda e País de Gales, mas sonoricamente o que ouvimos em uma nova definição de rap e hip-hop.

8° ‘KILLER LOVE’
Nicole Scherzinger

A demora valeu a pena. Até ano passado, antes de  ouvir o primeiro single do ‘Killer Love’ (‘Poison’), o meu interesse pela carreira solo da Nicole Scherzinger era praticamente nulo, como um grande fã das The Pussycat Dolls que eu nunca fui, meus olhos só se abriram de verdade para o talento da Nicole após ouvir o seu álbum. Ela consegue cantar, dançar, interpretar, possui um domínio de palco como ninguém, além do mais importante: ela mostrou que sabe fazer um bom disco pop.

7° ECHOES
Will Young

O melhor retorno que a música teve em 2011. É verdade que eu sempre fui um grande fã do Will Young, não só como artista mas como pessoa também, porém com ‘Echoes’ nós vimos que o que era bom conseguiu se tornar melhor. Com certeza ninguém dúvida que o Will possui uma das melhores vozes dessa geração, agora o que ganhamos quando uma parceria com Richard X é anunciada? Um gênio da música pop. ‘Jealousy’, o nosso single do ano, mostrou que apesar do tempo aqueles vocais da época do Pop Idol ainda continuam intactos, mas foi com ajuda de faixas como ‘Lie Next To Me’, ’Come On’ e ‘Losing Myself’ que esse se tornou um dos mais importantes álbuns do ano. Uma ótima maneira de se comemorar dez anos de carreira.

6° ‘PLUS’
Ed Sheeran

Se você gosta de pop, esse álbum foi feito para você. Se você gosta de indie, esse álbum foi feito para você. Se você gosta de rap, esse álbum foi feito para você. Se você gosta de hip-hop, esse álbum foi feito para você. Se você gosta de um som alternativo, esse álbum foi feito para você. Se você  é fã do grimme britânico, adivinhe, esse álbum também foi feito para você. Resumindo, não há como ir contra o disco de estreia da grande revelação da música em 2011.

5° ‘WITH THE MUSIC I DIE’
Wynter Gordon

Que o dance é o ritmo do momento nos charts de todo mundo ninguém tem dúvidas, agora porque a Wynter Gordon não explodiu mundialmente esse ano? Bem, acho que isso ninguém sabe. Fugindo do clichê da maioria dos artistas pop da atualidade, suas letras não são arruinadas por versos acompanhados de “in da club”, “partying”, “deeejaaay”, “baby, baby, baby” ou qualquer outra coisa que mais pareça um CD enganchado. ‘With The Music I Die’ pode ser muita coisa, menos um simples álbum de dance music.

4° HEAVEN
Rebecca Ferguson

Pelas leis da probabilidade, um reality show de música tem que lançar pelo menos um talento genuinamente útil a cada temporada. Tudo bem que a safra de 2010 teve Cher Lloyd e One Direction, mas qualquer pessoa em sã consciência sabe reconhecer que a Rebecca foi aquela que lançou o melhor álbum entre os seus colegas de temporada no X-Factor. Comparações com Duffy, Adele e Amy Winehouse não são incabíveis, até por que as próprias chegaram a dar entrevistas afirmando que gostariam de trabalhar com ela. Sendo realista, Ferguson não traz nada novo, mas sua voz faz do mundo um lugar um pouco melhor.

3° CINDERELLA’S EYES
Nicola Roberts

É verdade que o último álbum das Girls Aloud foi lançado em 2008, mas os fãs do grupo não podem reclamar dessas férias prolongadas. Em 2009 a Cheryl lançou o seu primeiro álbum solo e se tornou maior do que o próprio grupo no Reino Unido, 2010 foi o ano da Nadine, mas e 2011? Em Janeiro eu pensava que pela primeira vez desde 2002, caso a banda não voltasse, nada relacionado as meninas seria lançado, mas surpreendendo a todos Nicola anunciou que esse seria o seu ano. A principio soou como piada, afinal de contas, logo a Nicola? Mas com o passar dos meses nós vimos o quão errados estávamos em subestimá-la (e eu falo no plural pois acredito que pelo menos 90% das pessoas não colocavam fé nela). O resultado? Esse vocês já sabem.

2° BORN THIS WAY
Lady GaGa

O excesso é o caminho mais rápido para a redenção? Bom, na grande maioria dos casos, não. Mas quem mais poderia fugir dessa suposta regra senão a GaGa? ‘Born This Way’, no conjunto, é um belo disco pop. Avulsas, músicas como ‘Judas’ e ‘Americano’ poderiam indicar um descarrilamento no ‘trem GaGa’, mas dentro do contexto, elas se tornam pertinentes. Há uma intensificação da autoajuda da cantora para com os fãs, a faixa-titulo  e ‘Bad Kids’ proclamam que devemos ser felizes com nossas estranhezas. O disco é calcado no eurodance, por isso há poucos graves. A influência do rock também é audível, um exemplo é a colaboração de Brian May, do Queen, em ‘You And I’. Seja nas pistas, seja nas baladas, seja no rock, Lady GaGa permaneceu despudoramente no limite – e enquanto seus excessos estiverem sob controle, ela será a estrela mais intrigante do pop contemporâneo.

1° CODES AND KEYS
Death Cab For Cutie

Nos anos 90, um dos jeitos de conquistar alguém era “fazendo uma mixtape”: o garoto colocava músicas que chamasse atenção da garota numa fita cassete, e a presenteava em troca de todo seu amor. Com a “morte” da fita cassete e a chegada de novas mídias, tal arte acabou sendo esquecida, deixando os românticos de coração partido. No entanto, a chegada do CD e o MP3  nos  séculos 20 e 21 provaram que a “mixtape” não morreu e que ainda é possível conquistar o coração de uma garota produzindo um disco exclusivamente para ela.

‘Codes & Keys’ é um álbum mixtape. É incrível como um novo amor pode mudar a percepção de uma banda, e refletir isso tanto na sonoridade quanto nas letras. Ben Gibbard está apaixonado, e é neste disco que ele destila seu amor em todos os momentos, escapando daquele clima tristonho e melancólico que formou o estilo da banda no decorrer da sua discografia. Todo o ritmo impopular, estranho e tristonho é deixado de lado – e o indie eletrônico dançante entra em sintonia com letras simples e lúdicas, fazendo tudo soar feliz e inocente, quase como se apaixonar pela primeira vez.

E é isso. Feliz 2012.

As 100 melhores músicas de 2011

Em 2011 alguns artistas lançaram algumas músicas, infelizmente algumas extremamente horríveis, como ‘T.H.E’ do Will.i.Am e ‘Run For Your Life’ do Matt Cardle, mas para a nossa sorte a safra desse ano foi mais positiva do que negativa.

Abaixo foram selecionadas as CEM melhores músicas com lançamento entre Janeiro e Dezembro, mas antes de qualquer coisa, vamos à algumas considerações;

» Apenas singles foram levados em consideração.
» Cada música dessa lista é absolutamente incrível.
» Vendas e top charts não foram levados em consideração.
» Todas as músicas do Top 15 foram consideradas em algum momento como a música do ano.
» Caso você não conheça alguma música da lista, não perca tempo, procure um link para download imediatamente.

E agora sim, vamos ao que interessa;

.

15° TAKE THAT – ‘LOVE LOVE’

É extremamente raro encontrarmos uma música boa de se ouvir quando ela foi feita unicamente para tocar durante os créditos de um filme, mas o Take That mostrou quem ‘run the rules’ ao entregar ‘Love Love’ para a trilha sonora de ‘X-Men: First Class’. Sendo realista, o fato é que a música acabou se tornando maior do que o próprio filme. Soa grandioso, assim como a maioria dos outros singles da banda, mas a grande dúvida é: qual membro é o Professor X? Barlow ou Williams?

» EM 2010: Hurts – ‘Stay’
.

14° THE SATURDAYS – ‘ALL FIRED UP’

Comercialmente 2011 não foi um bom ano para as The Saturdays; a vendagem do novo álbum da banda foi a pior entre os três já lançados; os singles não emplacaram e algumas datas da próxima turnê correm riscos de serem canceladas, mas bem, como números nem sempre são sinônimos de qualidade a parceria com o pessoal do Xenomania acabou resultando em uma das melhores músicas da carreira das meninas. ‘All Fired Up’ causou um certo estranhamento na época em que foi lançada, até eu mesmo fiquei com um pé atrás quando ouvi pela primeira vez, mas em uma união como essa nada poderia dar errado.

» EM 2010: Sara Bareilles – ‘King Of Anything’
.

13° YASMIM – ‘FINISH LINE’

Combinando soul e dance music em uma medida que não cause algum tipo de estranheza ou confusão sonora, Yasmin já era bastante conhecida nos bastidores do britpop por acompanhar artistas como Example e Calvin Harris em suas turnês, mas em 2011 foi a vez do grande público conhecê-la. O primeiro single que prepara o terreno para o seu álbum de estreia foi ‘On My Own’, porém foi com ‘Finish Line’ que ela conseguiu o seu primeiro hit. Por enquanto ainda não há previsão de quando o disco será lançado, mas as expectativas já são altas.

» EM 2010: Brandon Flowers – ‘Only The Young’
.

12° FLORENCE + THE MACHINE – ‘SHAKE IT OUT’

Florence realmente tem rezão; é muito difícil dançar quando se tem um demônio em suas costas. Uma das coisas mais adoráveis em ‘Shake It Out’ é a forma como a música consegue te tirar por alguns minutos da realidade em uma melodia sobrenatural com bastantes pontos de referência – escutando a versão instrumental eu meio que lembrei de ‘Bleeding Love’, o que não chega a ser algo estranho, afinal ambas canções falam sobre corações partidos.

» EM 2010: The Wanted – ‘All Time Low’
.

11° NICOLE SCHERZINGER – ‘DON’T HOLD YOUR BREATH’

Um ano de altas e baixas para a carreira da Nicole Scherzinger; é mais ou menos assim que podemos resumir 2011 para a ex-líder das Pussycat Dolls. Seu primeiro álbum solo finalmente foi lançado, mas apenas no Reino Unido. A FOX conseguiu colocá-la no lugar da Cheryl na bancada dos jurados do X-factor USA, porém a crítica está sendo bastante dura com ela. Mas OK, independente desses fatores, nesse momento nós estamos falando dos melhores singles do ano e em um álbum incrível como o ‘Killer Love’, não foi tão difícil encontrar algo para estar aqui.

» EM 2010: Lady GaGa & Beyoncé – ‘Telephone’
.

10° CHRISTINA PERRI – ‘JAR OF HEARTS’

Tecnicamente ‘Jar Of Hearts’ é uma música de 2010; a música foi gravada em 2010, foi enviada para as rádios em 2010 e foi adicionada no iTunes em 2010, mas o fato é que ninguém a conhecia na época. Soa um pouco contraditório, mas foi graças ao ‘So You Think Can Dance’ que o mundo conheceu essa música – e eu não estou falando de uma performance dela no programa, o que aconteceu foi que após a música ser utilizada no show de dança Christina se tornou popular, assinou com uma gravadora e começou a divulgação do single (e isso inclui um clipe). Por esses motivos eu considero essa como uma música de 2011, mas não apenas uma simples música de 2011 e sim uma das melhores.

» EM 2010: Selena Gomez & The Scene – ‘Naturally’
.

9° BRITNEY SPEARS – TIL THE WORLD ENDS

Quando ‘Til The World Ends’ viu a luz do dia muitas pessoas ficaram sem entender o motivo da Ke$ha ter dado a música para a Britney ao invés de ficar com ela, e bem, a resposta veio quando o fatídico remix com a participação dela e da Nicki Minaj foi lançado. Se olharmos atentamente, veremos que a grande maioria das canções pop se baseia na fórmula intro/verso/refrão/verso/refrão/solo/refrão/fade ou em variações dessa fórmula, mas ‘Wolrd Ends’ não. Produzida pela dupla de hitmakers Dr. Luke e Max Martin, essa é o tipo de música que não daria certo com nenhuma outra pessoa; o refrão apocalíptico que só surge no último minuto da música e a repetição de uma única silaba dando a ideia de coro fez dessa mais um clássico para a carreira da Britney.

» EM 2010: Shakira – ‘Waka Waka’
.

8° LADY GAGA – ‘THE EDGE OF GLORY’

‘The Edge Of Glory’ tende a ser a música mais singular de todo o repertório da GaGa; não há repetição silábica, ela não fala seu próprio nome em nenhum momento e também não há referências religiosas. É algo simples, mas nesse caso, um simples momento de grandiosidade. Produzida por Fernando Garibay (‘Dance In The Dark’), a faixa que encerra o ‘Born This Way’ deccore sob uma crise de sintetizadores dos anos 80 com a ajuda de solos irregulares de guitarra, e claro, o som hipnotizante de um saxofone.

» EM 2010: Flo Rida – ‘Club Can’t Handle Me’
.

7° COLDPLAY – ‘EVERY TEARDROP IS WATERFALL’

Ao longo de seus quase 15 anos de carreira, por muitas vezes o Coldplay foi comparado com o Radiohead, mas já faz um bom tempo que ninguém toca mais nesse assunto. Com um novo polimento, a banda reinventou o seu próprio som e deixou a melancolia para trás. Em ‘Every Teardrop…’, quando o Chris canta ‘“I turn the music / I got my records on / I shut the world outside until the lights come on / Maybe the streets alright / Maybe the trees are gone / I feel my heart start beating to my favorite song” ele nos puxa para o seu mundo, onde tudo ao seu redor desaparece em segundo plano enquanto você se concentrar no que ouve em seus fones de ouvido.

» EM 2010: Mark Ronson – ‘Somebody To Love Me’
.

6° NICOLA ROBERTS – ‘BEAT OF MY DRUM’

De férias a quase dois anos, as Girls Aloud nunca estiveram tão em alta fora do território inglês quanto em 2011 e o que seria algo difícil de se entender torna-se bastante simples quando falamos o nome de Nicola Roberts. Do underground ao mainstream, do alternativo ao pop, do orkut ao facebook não teve quem não se encantasse com a ruiva da banda. Com apenas um single Nicola fez com que a carreira solo de suas outras companheiras se tornassem quase irrelevantes. A Nadine é a minha favorita, a Cheryl é a favorita do grande público, porém acredito que ninguém tem dúvidas que a Nicola conseguiu mostrar onde está guardado a verdadeira magia das Girls Aloud.

» EM 2010: Take That – ‘The Flood’
.

5° GOTYE & KIMBRA – ‘SOMEBODY THAT I USED TO KNOW

A realeza da música pop ganhou um novo membro esse ano. Numa época em que o mundo quase inteiro só ouvia Katy Perry, Adele, Lady GaGa e LMFAO os países da Oceania abriam o caminho para um novo artista começar a criar o seu reinado. Com 31 anos e dois CDs lançados nos anos 2000, Gotye se tornou o artista mais bem sucedido do ano na Austrália e Nova Zelândia em 2011. Como abordado por aqui em Setembro, ‘Somebody That I Used To Know’ tem um som pouco convencional, principalmente se levarmos em consideração o atual cenário das rádios em geral. O hit do ano segundo o ARIA Awards funciona como uma versão menos comercial de ‘Rolling In The Deep’ da Adele, mas ainda assim com um potencial suficiente para se tornar um grande sucesso em escala mundial. Algo me diz que essa música ainda vai render muito em 2012.

» EM 2010: Cee-Lo Green – ‘Fuck You’
.

4° NICKI MINAJ – ‘SUPER BASS’

Não tinha como ser diferente, não é mesmo? ‘Super Bass’ tem o refrão mais cativante que nós ouvimos nos últimos doze meses.
.

.

.

» EM 2010: Scissor Sisters – ‘Fire With Fire’
.

3° DIANA VICKERS – ‘MUSIC TO MAKE THE BOYS CRY’

Por uma questão de dias a Diana não estaria nessa lista. O laçamento de ‘Music To Make The Boys Cry’ aconteceu na semana passada e como vocês podem ver, o post sobre o single ainda está na página inicial do blog. Leve, sútil e sem clichês, essa preciosidade pop é basicamente algo que qualquer artista do gênero morreria para ter nas mãos (e isso inclui uma escala que vai de Taylor Swift a Robyn). Em 2010 a Diana foi a responsável por lançar o melhor álbum do ano e avaliando o caminho que ela vem trilhando, 2012 poderá ser um ano incrível para a quarta colocada da sexta temporada do X-Factor.

» EM 2010: Robyn – ‘Dancing On My Own’

2° ED SHEERAN – ‘THE A TEAM

Não há dúvidas, Ed Sheeran foi definitivamente a grande revelação da música em 2011. Em menos de um ano o ruivo fez exatamente 312 shows pelo Reino Unido e o mais curioso, sem nem ter um álbum lançado – isso é o que nós podemos chamar de workaholic. A essa altura do jogo, o seu disco de estreia já se encontra nas lojas e a única coisa que você consegue pensar ao ouvir é ‘como esse garoto consegue manter um equilibro tão coeso entre o dubstep, o acústico e o hip hop?’. Cada faixa do ‘+’ tem os seus momentos de brilhantismo, mas não há como negar que ‘The A Team’ é a mais especial.

» EM 2010: Duck Sauce – ‘Barbra Streisand’

1° WILL YOUNG – ‘JEALOUSY

A saída da sua zona de conforto, sonoricamente falando, mostrou o quão impressionante o Young consegue ser. Completando dez anos de carreira em 2011, ‘Jealousy’ soa como a sua firmação no mercado atual deixando ainda uma missão para a próxima fase de sua carreira; ter a confiança para fazer a música que ele realmente ama, mantendo uma vantagem comercial. A música foi Top 5 no Reino Unido e por sorte não foi lançada nos Estados Unidos, por que eu até consigo imaginar qual seria o próximo número emocional do Kurt em Glee – e sejamos sinceros, Glee é ótimo, mas a voz do Kurt da dor de barriga em qualquer pessoa.

» EM 2010: Example – ‘Kickstarts’

.

PLUS!

.
Aqui estão as outras 85 músicas da nossa lista.

16° Patrick Wolf – ‘The City’
17° Adele – ‘Rolling In The Deep’
18° Jennifer Lopez – ‘On The Floor’
19° Calvin Harris – ‘Feel So Close’
20° Coldplay – ‘Paradise’

21° Lady GaGa – ‘Marry The Night’
22° Professor Green & Emeli Sandé – ‘Read All About It’
23° Example – ‘Stay Awake’
24° Wynter Gordon – ‘Til Death’
25° Olly Murs – ‘Heart Skips A Beat’
26° LMFAO – ‘Party Rock Anthem’
27° Cher Lloyd- ‘With Ur Love’
28° Frankmusik & Colette Carr – ‘No I.D.’
29° Oh Land – ‘White Nights’
30° Swedish Mafia House – Save The World

(mais…)

Esses são respectivamente os melhores clipes de 2011

Então, Dezembro, o mês das listas nos blogs e é LÓGICO que o Original Tune também preparou as suas. Ao longo do mês, em cada fim de semana mais especificamente, serão divulgadas as listas dos melhores (e quem sabe a dos piores) de 2011. As listas dos melhores singles, álbuns e live performances já estão prontas, mas hoje vamos falar sobre os clipes.

Abaixo estão separados por categorias os melhores lançados em 2011 até agora, acompanhe as escolhas;

MELHOR CLIPE GRAVADO EM UMA BOATE (OU LOCAL QUE FAÇA REFERÊNCIA)

5° The Saturdays – Notorious
4° Cobra Starship – You Make Me Feel
3° Wynter Gordon – Til Death
2° Britney Spears – Til The World Ends
1° JENNIFER LOPEZ E PITBULL – ON THE FLOOR

.

.

MELHOR GUILTY PLEASURE

5° Justin Bieber – Mistletoe
4° Wanessa – Sticky Dough
3° Lady GaGa – Judas
2° Banda UÓ – Shake do Amor
1° MOHOMBI E NICOLE SCHERZINGER – COCONUT TREE

.

.

MELHOR VIDEO COM CENAS DE TURNÊ OU CAPTURADO DE UM SHOW

5° Beyoncé – End Of Time
4° Example – Changed The Way You Kiss Me
3° Rihanna – Cheers
2° Swedish House Mafia – Save The World (Live Version)
1° FOSTER THE PEOPLE – PUMPED UP KICKS

.

.

MELHOR VIDEO GRAVADO EM UM ESTÚDIO VÁZIO OU EM QUALQUER OUTRO LUGAR MAS QUE APAREÇA APENAS O ARTISTA

5° Demi Lovato – Skyscraper
4° Jessie J – Price Tag
3° Ellie Goulding – Lights
2° Melanie C – Thinkin About It
1° ROBYN – CALL YOUR GIRLFRIEND

.

.

MELHOR CLIPE GRAVADO NO MEIO DA RUA

5° Matt Cardle – Starlight
4° Pixie Lott – All About Tonight
3° Nicola Roberts – Lucky Day
2° Cher Lloyd – With Ur Love
1° NERINA PALLOT – PUT YOUR HANDS UP

.

.

MELHOR VIDEO GRAVADO EM UMA PRAIA, CACHOEIRA OU EM UMA POÇA D’ÁGUA QUALQUER.

5° One Direction – What Makes You Beautiful
4° Pia Toscano – This Time
3° Leona Lewis – Collide
2° The Wanted – Glad You Came
1° JLS & DEV – SHE MAKES ME WANNA

.

Nicola Roberts – ‘Yo-Yo’, o clipe.

Quem conhece bem essa garota sabe o quão segura de si própria ela é, mas como todo ser humano, Roberts é vulnerável em alguns momento, e esse seu lado ela mostra nessa música comparando-se a um iô-iô sem sorte nas nas mãos de uma pessoa que não sabe o que quer, a temática lembra um pouco a do hit da Katy Perry ‘Hot n Cold’, mas sem aquelas piegas desnecessárias que a torna tão óbvia. Os sintetizadores dão o tom de baladinha. Levando em consideração que um terceiro single deverá vir em breve essa seria uma ótima opção.

Se você chegou a ler o review que blog fez para o ‘Cinderella’s Eyes’ da Nicola na época em que ele foi lançado, você também já sabia que a gente tava esperando pelo vídeo de ‘Yo-Yo’ há muito tempo, e bem, essa espera finalmente chegou ao fim. Antes de assistirmos o video vamos entender as melhores partes;

.

All the other girls, they say you’re full of it and talking shit.

He makes her feel so good

If he would only know what he have done to her.

She was the last to know.

She feels like a yo-yo.

But well, she can handle this.

.

OK, agora sim vamos ver o clipe;

.

.

Como já era de se esperar, o orçamento liberado pela Universal Music para a gravação do vídeo foi bem limitado, mas se você realmente achou que isso seria um problema para a Nicola é porque você ainda não a conhece direito.

Pop de raiz britânica, Nicola Roberts e o seu vitorioso ‘Cinderella’s Eyes’

TUDO COMEÇA AQUI

.

Geralmente quando alguns amigos resolvem montar uma banda ou um grupo automaticamente subentende-se que todos os envolvidos possuem um mesmo ponto de vista sobre qual tipo de música eles gostariam de fazer, até mesmo quando o processo de formação acontece através de um concurso nos moldes do X-Factor a procura por uma harmonia entre os integrantes é um dos focos principais, com tudo, as vezes nem todo esse esforço é capaz de fazer com que o projeto tenha uma vida longa na indústria. Correndo por fora de todas essas regras nós temos as Girls Aloud, o grupo feminino de maior estabilidade da história do Reino Unido formado durante o reality ‘Popstars: The Rivals’, que diferente da versão brasileira que deu origem ao Rouge, o público era que decidia qual das finalistas escolhidas pelos jurados (Pete Waterman, Louis Walsh e Geri Halliwell) formariam a banda. Falando assim até parece que seria a formula mais certeira de um fracasso, não é? Mas não se engane, levantando a bandeira do glam pop e tendo todos os seus álbuns produzidos por uma das equipes mais competentes do cenário pop mundial, aka Xenomania, as Girls Aloud dominaram os charts britânicos de 2002 a 2009 sendo figurinha carimbada até no Guinness Book por conta da sua sequência de 20 singles consecutivos dentro do Top 10, uma marca já mais alcançada por um outro artista até hoje.

No final de 2009 foi anunciado que, após sete anos trabalhando juntas, as garotas entrariam de férias e que durante esse período cada uma poderia trilhar seu próprio caminho até que as cinco decidissem o momento certo do retorno. Por incrível que pareça foi justamente durante esse recesso que o grupo se tornou mais popular em uma escala mundial, e obviamente vocês sabem o que motivou isso. Cada vez mais próxima de se tornar uma estrela global, Cheryl Cole inegavelmente foi a mais sortuda da trupe. Com seus dois álbuns no topo das listas de sua terra natal, Chezza não é apenas uma estrela da música (até por que se ela dependesse apenas disso sua conta bancária certamente não estaria tão gorda), todo o seu charme, beleza e educação fez com que ela caísse nas graças do Simon Cowell que a colocou no painel de jurados do maior programa da TV inglesa, acho que você sabe de qual atração eu estou falando. A partir desse momento nenhuma outra integrante do grupo estava no mesmo nível de popularidade da Cheryl, mas elas não estavam dispostas a amargar o triste gosto do esquecimento. Ano passado, Nadine Coyle, que sempre foi apontada como a melhor voz entre as cinco, decidiu deixar um pouco de lado os seus dotes como empresária do ramo da gastronomia e também se lançou em carreira solo, e o primeiro flop envolvendo o nome das Girls Aloud foi registrado. Mas se por um lado o disco foi um fiasco de vendas, Nadine pode se orgulhar de ter lançado um álbum consistente que mesmo sem chegar a ser abrasivo, até hoje corroe como maresia. Nesse meio tempo chegou a ser cogitado que a Sarah também lançaria um disco com uma pegada mais ‘extravagante’, nada mais a cara dela, porém ficou sou na vontade mesmo. Kimberley flertou algumas parcerias, em sua mais bem sucedida, no dueto com o brasileiro Aggro Santos intitulado ‘Like U Like’, até conseguiu um Top 10. No entanto, contrariando até a expectativa dos fãs de longa data, Nicola ‘a feia do grupo’ Roberts anunciou em meados do ano passado que também lançaria um disco. Parecia piada, e até a própria Nicola deveria ter noção disso, mas vingança é um prato que se come frio (e Roberts mostrou que também sabe bem o que é isso).

Alguns meses atrás, aqui mesmo no blog, eu cheguei a comentar que 2011 seria o ano que a Nicola dominaria o mundo, e apesar dos charts da vida não estarem fazendo o seu papel, isso ainda está bem próximo de se tornar realidade. Parece que foi ontem que o primeiro vídeo da série que acompanharia todo o processo de gravação do disco foi divulgado em seu canal oficial no Youtube. O conteúdo era simples, apenas vinte e três segundos com o instrumental daquele que viria a ser o seu primeiro single. Por se tratar de uma produção assinada pelo Diplo um novo grupo de pessoas passou a acompanhar os passos de Nicola, porém nada comparado ao surto que aconteceu no dia em que o primeiro teaser de ‘Beat Of My Drum’ caiu na internet, eu lembro exatamente o dia: uma quarta-feira. Foi lindo ver o nome da ginger no trend topics mundial do twitter (de onde mais não é mesmo?), o fato se repetiu dois dias depois quando a música finalmente viu a luz do dia através do programa do Scott Mills, ‘Ready For The Weekend’, da BBC Radio 1. Foi tudo muito rápido e em um piscar de olhos todo mundo estava comentando sobre a Nicão, como é mais conhecida entre os íntimos. Em uma composição levemente autobiográfica, os dias de cuadjuvante no grupo são lembrados em versos como “two left feet, I had no beat, baby i’m in the corner learning quick (dois pés esquerdos, eu não tinha a batida, baby eu estava no cantinho, aprendendo rápido)”. Mas a intenção da música estava longe de ser uma crítica, com um refrão grudento enraizado em cima de uma re-edição do single do Major Lazer, ‘Pon De Floor’, Nicola só queria que as pessoas dançassem ao som da bateria dela. O pedido foi atendido.

“Could it be my lucky day?” fazendo um caminho contrário ao que os críticos ingleses esperavam, ‘Beat Of My Drum’ não se saiu bem nas vendas, no entanto, parece até que a Nicola já previa isso. ‘Lucky Day’, o segundo single do disco, começa com uma pergunta que não seria respondida de imediato, ou melhor, tendo em vista que muita gente ainda tinha dúvida se poderia ou não confiar na Nicola, o single soou como um grande sim para esses indecisos. Co-escrita pela vocalista da banda Dragonette, Martina Sorbara, o clipe multi-colorido e com coreografias esporádicas é um verdadeiro deleite aos olhos, principalmente se você estiver interessado em ver a marca da calcinha dela. A partir dai estava lançada a contagem regressiva para o ‘Cinderella’s Eyes’, e olha, não foi uma espera fácil de suportar não. Como nessas horas tudo é valido para suprir a ansiedade, até os b-sides do singles, ‘Disco, Blisters & a Comedown’ e ‘Fix Me’, foram tratadas como preciosidades quando foram lançadas, um tratamento bastante justo diga-se de passagem.

Mas o tão esperado dia de lançamento do disco finalmente chegou, mostrando que dependendo das pessoas que você escolhe para trabalhar é possível sim manter um álbum intacto até o dia dele chegar as lojas, nenhuma música, sem o seu próprio concedimento, caiu na internet antes da hora. Por motivos óbvios, como a inexistência de uma iTunes Store no Brasil, tivemos que esperar a boa vontade de alguém lá na Irlanda (único país onde o CD foi lançado até agora) disponibilizá-lo nem que fosse apenas para stream mesmo. Enfim, a essa altura do jogo vocês já devem saber o que aconteceu, certo? Mesmo já conhecendo as duas primeiras fixas do álbum pra mim era quase uma obrigação ouví-lo na integra para que nenhum detalhe passasse despercebido, no entanto a minha atenção se intensificou mesmo a partir de ‘Yo-Yo’, terceira faixa da tracklist. Quem conhece bem essa garota sabe o quão segura de si própria ela é, mas como todo ser humano, Roberts é vulnerável em alguns momento, e esse seu lado ela mostra nessa música comparando-se a um iô-iô sem sorte nas nas mãos de uma pessoa que não sabe o que quer, a temática lembra um pouco a do hit da Katy Perry ‘Hot n Cold’, mas sem aquelas piegas desnecessárias que a torna tão óbvia. Os sintetizadores dão o tom de baladinha. Levando em consideração que um terceiro single deverá vir em breve essa seria uma ótima opção.

Produzida pelo DJ francês Dimitri Tikovoi, que no currículo consta trabalhos com Placebo, The Horrors e Goldfrapp, a faixa homônima ao álbum é a que aparece logo em seguida. Essa talvez seja a que deixe mais claro as origens de Nicola, como eu já disse uma vez, as músicas da Cheryl têm a própria identidade dela, as da Nadine também, porém a sonoridade das Girls Aloud pode ser facilmente encontrada nelas. Cada uma explorou basicamente as características das quais já eram conhecidas na época em que trabalhavam juntas, ambas fizeram bons trabalhos e deram ao público exatamente o que eles esperavam, a ruiva aqui foi a que mais explorou novos caminhos, mas também não da pra apagar algo que marcou tanto a sua vida de uma hora para outra, não é mesmo? Uma outra música já conhecida dos mais antenados que acompanharam cada ‘vazamento’ ao longo dos últimos meses é ‘Porcelain Heart’, que por pouco não ficava fora do disco (a principio essa seria lançada apenas como faixa extra do single ‘Beat Of My Drum’), ainda bem que reconsideraram essa situação. Tão obscura quanto arrepiante, chega a dar um frio na espinha quando você ver Nicola desafiando sua própria capacidade vocal ao soltar aquele grito no último minuto. Ao chegarmos a metade do álbum nos deparamos com um dos pontos mais aguardados do ‘Cinderella’, a tão comentada parceria com o pessoal do Metronomy. Aqui os refrões pegajosos dão lugar à assinaturas rítmicas diferenciadas, sintetizadores, guitarra sequinha e pontual. Tudo preciso, intenso e nada forçado. Outro ponto alto certamente é o cover de ‘Everybody’s Gotta Learn Sometime’ da banda oitentista, quase setentista, The Korgis. A frieza nesse momento é de impressionar.

Abraçando novamente o britpop que a colocou onde ela está hoje, Nicola nos presenteia com as pérolas ‘Say it Out Loud’ e ‘Fish Out of Water’ em que balanceia o uso de uma leve bateria com melodias sintéticas menos imediatas. Tudo, novamente, recheado de versos autobiográficos e breaks melódicos, é realmente dificil nesse momento eleger uma música favorita nesse CD, mas se essa fosse uma pergunta de um milhão de reais a resposta certamente seria uma dessas duas. Entre elas está ‘Gladiator’ que por algum motivo me lembrou ‘Outta My Head’ da Ashlee Simpson, nada mal né? Novamente encontrando-se em um território totalmente novo da qual os fãs não a esperaria vê-la ‘Take A Bite’ é basicamente o tipo de música que a Robyn adoraria ter em mãos, e com certeza faria um ótimo trabalho também. O disco encerra com ‘Sticks + Stones’, outra faixa que caiu na rede alguns dias antes do lançamento oficial, em entrevista a revista Top Of The Pops, Nicola revelou que teve momentos em que chegou a ficar emocionada enquanto criava seu material solo, por que sim, todas as doze faixas da qual eu acabei de discursas foram compostas pela própria Roberts, e um desses momentos foi enquanto escrevia ‘S+S’: ‘Eu sou bem madura sobre as críticas – elas geralmente não me machucam, mas quando algo é triste, eu sou muito emocional’.

Abrangente mas ao mesmo tempo intimista, levou quase dez anos para que o mundo conhecesse a Nicola Roberts, mas levando em consideração a joia que ela batizou como Cinderella’s Eyes e nos entregou nessa primavera ninguém tem do que reclamar.

O clipe de ‘Lucky Day’ da Nicola é ótimo por esses motivos;

PRIMEIRO VAMOS ASSISTI-LO;

AGORA VAMOS AOS FATOS;

O Clipe começa com uma moeda de um euro girando (não temos certeza absoluta se é de um euro mesmo, mas tudo bem). A ideia é bem sensata por não mostrar se o resultado é cara ou coroa, afinal, como a própria letra diz ‘maybe it’s my lucky day’ e não ‘today is my lucky day’. Até o final desse post nós veremos se esse foi mesmo o dia de sorte da Nicola.
.
Ainda no  mês passado, como postado por aqui, havia vazado a versão bruta do clipe. Nele, além de termos uma básica noção de como seria o vídeo, também percebemos em qual momento os efeitos visuais entrariam. Bem, logo no começo do clipe já é bem notável que será bem mais do que estávamos esperando.

.

Mostrando que o flop de ‘Beat Of My Drum’ não a deixou abalada, Nicola aparece linda e sorridente nessa cena.

.

.
.


Será apenas impressão ou a Nicola está mesmo A CARA daquelas modelos de propaganda de Shampoo?
..

.

.

Se você por acaso é uma daquelas pessoas que assiste um clipe só pra pegar o figurino e mandar pra costureira fazer um igualzinho para usar na próxima balada, nesse você não vai ter essa oportunidade. Nicola vai até o final do vídeo com esse mesmo vestido.

.

.

Um dia desses a gente teve uma verdadeira crise de risos no twitter quando vimos alguém dizer que adorava a cara de mulher que apanha em casa do marido que a Nicola tem. No dia nem entendemos direito o porque do comentário, mas agora nós sabemos.

.

.

EU TAMBÉM FAÇO PARTE DAS GIRLS ALOUD E  MEREÇO TER UM #1 COMO A CHERYL.

.

.

.

.

BRINCADEIRA PESSOAL, PELO MENOS EU TÔ MELHOR QUE A KIMBERLEY E A SARAH QUE NEM CONTRATO COM UMA GRAVADORA CONSEGUIRAM.

.

.

.

Não Nicola, apesar de no começo do mês a gente ter aproveitado uma liquidação lá na Galeria do Rock e comprarmos um tênis igualzinho a esse seu, ele não combinou muito com o vestidinho floral. Por quê não uma havaianas?

.

.

.


.


,

Caso vocês ainda não saibam, a Nicola mora em Londres. Caso vocês ainda não saibam, o clipe de ‘Lucky Day’ foi gravado em Nova York.

OK, agora vocês devem estar pensando ‘o que uma pessoa que mora em Londres vai gravar um clipe em Nova York?‘ A princípio nós também estávamos com essa mesma dúvida, mas a partir dessa cena passamos a compreender o motivo. Mesmo sem ainda ter conseguido se firmar como uma artista solo, Nicola  ainda possuí uma grande popularidade no Reino Unido, então gravar um clipe como esse, onde ela caminha pelas ruas sem que a ninguém a reconheça, seria praticamente impossível em sua terra natal. Claro que há uma forte equipe de seguranças resolveria esse problema, mas em tempos de incertezas financeiras é melhor economizar mesmo.

Cher Lloyd deve ter chorado ao ver esse clipe e perceber como se deve usar esse tipo de efeito visual sem soar brega.

.
.
.

.
.

DANCE TO THE BEAT OF MY DRUM, DRUM, DRUM, DRUM.

.

.

.

.

O dia acabou e Nicola continua na incerteza se esse foi ou não o seu lucky day. A resposta virá dia 18 de Setembro quando o single for lançado oficialmente.

.

.

.

FIM.

O novo clipe da Nicola Roberts será melhor que ‘Beat Of My Drum’?

… talvez sim, ou talvez não, mas de qualquer maneira essa é apenas a versão não finalizada do vídeo.

Mas bem, finalizado ou não é sempre bom ver a Nicola sendo incrível por natureza.

Atualmente: ‘Lucky Day’ > ‘Beat Of My Drum’ > ‘Porcelain Heart’ > ‘Disco, Blisters & a Comedown’

Se o ‘Cinderella’s Eyes’ vai mesmo entrar pra lista dos cinco melhores álbuns de 2011 ainda não temos certeza, mas pelo menos tudo indica que sim.