Os 40 melhores álbuns de 2011


Publicado em: 31 de dezembro de 2011


Último dia do ano e tudo o que 2011 poderia oferecer musicalmente já chegou em nossas mãos, baseado nisso, é hora de mais uma lista. Bem mais difícil do que montar um ranking de singles, listar os melhores álbuns do ano exige uma atenção a mais, porque uma coisa é um artista lançar uma música boa e outra bem diferente é ele lançar uma compilação de músicas boas. Certo? Certo.

Por outro lado, o que é bom pra mim pode não ser bom para outros, então como em toda e qualquer outra lista do gênero vocês tem todo o direito de concordar ou não com esta, mas, aproveitando sua passagem por aqui, aproveite para escutar novamente os álbuns selecionados abaixo, pois foram eles que fizeram de 2011 um ótimo ano para a música pop.

40° – ‘FASTLIFE’
Joe Jonas


39° – ’4′
Beyoncé


38° – ‘LOVE?’
Jennifer Lopez

37° – ‘TORCHES’
Foster The People

36° ‘SOUL PUNK’
Patrick Stump

35° – ‘RED’
Dia Frampton

34° – ‘ALL OF YOU
Colbie Caillat

33° ‘LOVESTRONG’
Christina Perri

32° – ‘MYLO
XYLOTO’

Coldplay

31° – ‘WHO YOU
ARE’

Jessie J

30° ‘RABBITS ON
THE RUN’

Vanessa Carlton

29° – ‘YES AND
ALSO YES’

Mike Doughty

28° – ‘BIRDY’
Birdy
.

27° ‘UP ALL
NIGHT’

One Direction

26° – ‘PARADE’
Parade
.

25° ‘BATTLE
GROUND’

The Wanted

24° ‘ON YOUR
RADAR’

The Saturdays

23° ‘ALEXIS
JORDAN’

Alexis Jordan

22° ‘AT YOUR
CONVENIENCE’

Professor Green

21° ‘TALK THAT
TALK’

Rihanna

20° ‘MAKING
MIRRORS’

Gotye
19° ‘STRONGER’
Kelly Clarkson
.
18° ‘TWO’
Lenka
.
17° ‘FEMME
FATALE’

Britney Spears
16° ‘PERFECT-
IONIST’

Natalia Kills

15° ‘STICKS +
STONES’

Cher Lloyd

14° ‘SMASH’
Martin Solveig
.

13° ‘FOREVER
IF EVER’

Jon McLaughlin

12° ‘LIGHT AFTER
DARK’

Clare Maguire

11° – ’21′
Adele
.

10° ‘CEREMONIALS’
Florence + The Machine

Por um bom tempo a voz doce e poderosa de Florence Welch era uma exclusividade dos ingleses, mas bastou uma performance no VMA do ano passado para que o resto do mundo se rendesse as suas aparições sempre teatrais. Depois de ter causado uma ótima impressão com o álbum de estreia, Florence voltou com um novo disco em 2011. ‘Ceremonials’ é o segundo disco do Florence and the Machine e basta olhar para o alinhamento para ter uma ideia do que vamos ouvir. Mais uma vez é um álbum com bastantes músicas – quinze – que conta também com duas demos e três versões acústicas. Se podemos dizer algo sobre Florence, mesmo antes de ouvir o álbum, é que criatividade para novas músicas não lhe falta.


9° PLAYING THE SHADOWS
Example

Com Tinie Tempah, Professor Green, Dizzee Rascal e, por que não, o N-Dubz criando uma especie de ponte entre o ‘street’ e o mainstream, o grimme britânico nunca se encontrou em uma posição tão forte. No entanto, em seu terceiro álbum, Gleave ‘Example’ Elliot, no norte de Londres, veio para levar as coisas um passo adiante. Tão ambicioso quanto acessível, ‘Playing in the Shadows’ é por excelência um álbum pop, afinal estamos falando de um álbum que ficou em primeiro lugar na Inglaterra, Irlanda e País de Gales, mas sonoricamente o que ouvimos em uma nova definição de rap e hip-hop.

8° ‘KILLER LOVE’
Nicole Scherzinger

A demora valeu a pena. Até ano passado, antes de  ouvir o primeiro single do ‘Killer Love’ (‘Poison’), o meu interesse pela carreira solo da Nicole Scherzinger era praticamente nulo, como um grande fã das The Pussycat Dolls que eu nunca fui, meus olhos só se abriram de verdade para o talento da Nicole após ouvir o seu álbum. Ela consegue cantar, dançar, interpretar, possui um domínio de palco como ninguém, além do mais importante: ela mostrou que sabe fazer um bom disco pop.

7° ECHOES
Will Young

O melhor retorno que a música teve em 2011. É verdade que eu sempre fui um grande fã do Will Young, não só como artista mas como pessoa também, porém com ‘Echoes’ nós vimos que o que era bom conseguiu se tornar melhor. Com certeza ninguém dúvida que o Will possui uma das melhores vozes dessa geração, agora o que ganhamos quando uma parceria com Richard X é anunciada? Um gênio da música pop. ‘Jealousy’, o nosso single do ano, mostrou que apesar do tempo aqueles vocais da época do Pop Idol ainda continuam intactos, mas foi com ajuda de faixas como ‘Lie Next To Me’, ’Come On’ e ‘Losing Myself’ que esse se tornou um dos mais importantes álbuns do ano. Uma ótima maneira de se comemorar dez anos de carreira.

6° ‘PLUS’
Ed Sheeran

Se você gosta de pop, esse álbum foi feito para você. Se você gosta de indie, esse álbum foi feito para você. Se você gosta de rap, esse álbum foi feito para você. Se você gosta de hip-hop, esse álbum foi feito para você. Se você gosta de um som alternativo, esse álbum foi feito para você. Se você  é fã do grimme britânico, adivinhe, esse álbum também foi feito para você. Resumindo, não há como ir contra o disco de estreia da grande revelação da música em 2011.

5° ‘WITH THE MUSIC I DIE’
Wynter Gordon

Que o dance é o ritmo do momento nos charts de todo mundo ninguém tem dúvidas, agora porque a Wynter Gordon não explodiu mundialmente esse ano? Bem, acho que isso ninguém sabe. Fugindo do clichê da maioria dos artistas pop da atualidade, suas letras não são arruinadas por versos acompanhados de “in da club”, “partying”, “deeejaaay”, “baby, baby, baby” ou qualquer outra coisa que mais pareça um CD enganchado. ‘With The Music I Die’ pode ser muita coisa, menos um simples álbum de dance music.

4° HEAVEN
Rebecca Ferguson

Pelas leis da probabilidade, um reality show de música tem que lançar pelo menos um talento genuinamente útil a cada temporada. Tudo bem que a safra de 2010 teve Cher Lloyd e One Direction, mas qualquer pessoa em sã consciência sabe reconhecer que a Rebecca foi aquela que lançou o melhor álbum entre os seus colegas de temporada no X-Factor. Comparações com Duffy, Adele e Amy Winehouse não são incabíveis, até por que as próprias chegaram a dar entrevistas afirmando que gostariam de trabalhar com ela. Sendo realista, Ferguson não traz nada novo, mas sua voz faz do mundo um lugar um pouco melhor.

3° CINDERELLA’S EYES
Nicola Roberts

É verdade que o último álbum das Girls Aloud foi lançado em 2008, mas os fãs do grupo não podem reclamar dessas férias prolongadas. Em 2009 a Cheryl lançou o seu primeiro álbum solo e se tornou maior do que o próprio grupo no Reino Unido, 2010 foi o ano da Nadine, mas e 2011? Em Janeiro eu pensava que pela primeira vez desde 2002, caso a banda não voltasse, nada relacionado as meninas seria lançado, mas surpreendendo a todos Nicola anunciou que esse seria o seu ano. A principio soou como piada, afinal de contas, logo a Nicola? Mas com o passar dos meses nós vimos o quão errados estávamos em subestimá-la (e eu falo no plural pois acredito que pelo menos 90% das pessoas não colocavam fé nela). O resultado? Esse vocês já sabem.

2° BORN THIS WAY
Lady GaGa

O excesso é o caminho mais rápido para a redenção? Bom, na grande maioria dos casos, não. Mas quem mais poderia fugir dessa suposta regra senão a GaGa? ‘Born This Way’, no conjunto, é um belo disco pop. Avulsas, músicas como ‘Judas’ e ‘Americano’ poderiam indicar um descarrilamento no ‘trem GaGa’, mas dentro do contexto, elas se tornam pertinentes. Há uma intensificação da autoajuda da cantora para com os fãs, a faixa-titulo  e ‘Bad Kids’ proclamam que devemos ser felizes com nossas estranhezas. O disco é calcado no eurodance, por isso há poucos graves. A influência do rock também é audível, um exemplo é a colaboração de Brian May, do Queen, em ‘You And I’. Seja nas pistas, seja nas baladas, seja no rock, Lady GaGa permaneceu despudoramente no limite – e enquanto seus excessos estiverem sob controle, ela será a estrela mais intrigante do pop contemporâneo.

1° CODES AND KEYS
Death Cab For Cutie

Nos anos 90, um dos jeitos de conquistar alguém era “fazendo uma mixtape”: o garoto colocava músicas que chamasse atenção da garota numa fita cassete, e a presenteava em troca de todo seu amor. Com a “morte” da fita cassete e a chegada de novas mídias, tal arte acabou sendo esquecida, deixando os românticos de coração partido. No entanto, a chegada do CD e o MP3  nos  séculos 20 e 21 provaram que a “mixtape” não morreu e que ainda é possível conquistar o coração de uma garota produzindo um disco exclusivamente para ela.

‘Codes & Keys’ é um álbum mixtape. É incrível como um novo amor pode mudar a percepção de uma banda, e refletir isso tanto na sonoridade quanto nas letras. Ben Gibbard está apaixonado, e é neste disco que ele destila seu amor em todos os momentos, escapando daquele clima tristonho e melancólico que formou o estilo da banda no decorrer da sua discografia. Todo o ritmo impopular, estranho e tristonho é deixado de lado – e o indie eletrônico dançante entra em sintonia com letras simples e lúdicas, fazendo tudo soar feliz e inocente, quase como se apaixonar pela primeira vez.

E é isso. Feliz 2012.

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