
Há quem diga que vencer um reality show de música é o caminho mais fácil para alguém se tornar um grande artista. Bem, todos nós sabemos que isso está longe de ser verdade. No momento em que o programa termina a pessoa está realmente com a popularidade lá em cima, mas na maioria dos casos o que a gente vê é eles sofrendo pra se manter no mercado depois. O problema geralmente é um só: o artista que conhecemos durante a temporada de determinado show dificilmente ainda é o mesmo depois que a gravadora se apossa dele, com tudo esse não é o único problema. Como a cada ano pelo menos uns dez novos nomes aparecem na música oriundos de algum desses realitys, é normal que o público não se apegue a todos eles.
American Idol, X-Factor, The Voice ou qualquer outra atração do estilo apenas servem para nos apresentar algumas vozes agradáveis que não sabem como marcar um encontro com algum produtor ou empresário, mas no fim das contas, só sobrevive aquele que realmente tem algo novo para acrescentar – e claro, o teste de fogo é justamente o primeiro single. Joe McElderry, Lee DeWyze, Matt Cardle e Leon Jackson são apenas alguns dos vários exemplos de artistas que tiveram a carreira afundada apenas por lançarem um primeiro single de baixa relevância, e quando eu falo afundada, é afundada mesmo, pois alguns deles foram demitidos apenas três meses após o lançamento do álbum de estréia. Por outro lado, há sim quem consiga romper essa barreira.
Há quase dez anos atrás, fruto do Popstars britânico, nascia as Girls Aloud, uma das bandas de maior sucesso do Reino Unido na última década. O primeiro single delas? ‘Sound Of The Underground’, uma música com identidade própria e diferente de qualquer outra coisa já lançada por uma girlband até o momento.
De lá pra cá, toda banda formada apenas por garotas que aparecia era automaticamente comparada as Girls Aloud ou Spice Girls, quer dizer, até o ano passado. A vitória das meninas do Little Mix na última temporada do X-Factor revitalizou a popularidade das girlbands que estava apagada desde as Girls Aloud anunciaram férias em 2009. Tudo bem que, entre altos e baixos, The Saturdays e Sugababes continuaram se mantendo, mas antes de ‘Cannonball’ ser #1 no UK Charts, a única girlband a conseguir atingir essa marca foi (adivinha quem?) as Girls Aloud. Com tudo, a gente não pode contar um cover do Damien Rice como ‘debut single’ de verdade, não é? Pois bem, Perrie Edwards, Jesy Nelson, Leigh-Anne Pinnock, Jade Thirlwall lançarão dia 22 de Agosto o seu verdadeiro single de estréia, mas para acalmar o ânimos dos mais ansiosos, um lyric video acabou de ser liberado.
‘Wings’ é o título da música que dirá se as Little Mix vieram pra ficar ou se foram apenas uma sensação que saiu de moda antes mesmo de entrar, mas a julgar pela qualidade da faixa, as meninas não tem o que temer. O primeiro acerto já foi não terem dado mais um cover pra elas, o segundo não ser uma balada, o terceiro foi ter deixado o Gary Barlow longe da jogada e o quarto, e mais importante de todos, é o simples fato da música ser brilhante. ‘Wings’ é um upbeat com uma letra, que se você prestar um pouco de atenção, verá que quase soa como uma versão colorida de ‘Born This Way’: Mama told me not to waste my life, she said ‘spread your wings, my little butterfly’, don’t let what they say keep you up at night, and they can’t detain you, ‘cos wings are made to fly.
Refrescante, pop e dançante, as meninas realmente não poderiam ter começado sua trajetória de forma melhor. A primeira performance do single acontecerá ainda hoje no T4 on The Beach, volte ao blog a noite pra ver como elas se sairam.
