Enquanto nos Estados Unidos Katy Perry, Adele e LMFAO disputam semana a semana a liderança do Hot 100 da Billboard, a Austrália possui uma nova espécie de príncipe, que mesmo averso ao que muitos esperam de uma estrela pop, o sucesso vem batendo em sua porta.
Nascido na Bélgica e criado na Austrália, Wouter ‘Wally’ De Backer, mais conhecido apenas por Gotye (tente pronunciar: gore-ti-yeah), é um cantor e compositor de moderado sucesso em sua terra natal, ou melhor, essa última informação estaria correta caso eu estivesse escrevendo esse post há uns dois meses atrás. No começo do mês passado o, também, músico multi-instrumentista viu sua popularidade tomar enormes proporções graças a parceria com a Kimbra, a nova sensação do indie-pop vinda direto da Nova Zelândia, no single ‘Somebody That I Used to Know’. Com um som pouco convencional, principalmente se levarmos em consideração o atual cenário das rádios em geral, o novo hit australiano é quase como uma versão menos comercial de ‘Rolling In The Deep’ da Adele, mas ainda assim com um potencial suficiente para se tornar um grande sucesso em escala mundial, afinal, olhando o reconhecimento que o Foster The People e a Florence and The Machine vem recebendo nos últimos meses, não será nada estranho que daqui alguns meses ‘Somebody That I Used to Know’ seja número um no UK Charts, ou até, quem sabe, do próprio Hot 100.
Seu primeiro álbum, ‘Boardface’, lançado em 2004, é uma referência ao trip-hop, sem sombras de dúvida, mas que deixa rastros da música eletrônica dos anos 80. A introdução de ‘Out Here In The Cold’ me faz sentir em uma maratona de film noir; sua voz, delicada do começo ao fim, entra em concordância ao cantar versos completamente carentes (please, don’t leave me out here in the cold / no, no, please, don’t leave out here on my own). Mesmo tendo um tom tenro em suas cordas vocais, Gotye também convidou a ala feminina em algumas faixas, como por exemplo em ‘True To You, Out Of My Mind’ e principalmente ‘Loath To Refuse’. Quando você acha que entrou na atmosfera sombria das músicas, vem ‘Here In This Place’, um solo de saxofone a la Kenny G que rompe todo o equilíbrio instrumental do que se tinha ouvido antes. ‘Waiting For You’ serve de interlúdio em seus curtos dois minutos, sem ter ao menos uma batida, apenas os sussurros afinados de Wally (comparação nítida com Lullaby do Lamb).
Agora, estimulado pelo sucesso de ‘Somebody etc etc’, o terceiro álbum do Gotye, ‘Making Mirrors’, foi lançado no último dia primeiro do mês e prontamente partiu direto para o topo do Aria Charts, empresa responsável pelas vendas de álbuns e single na Austrália, sendo ainda o álbum com a maior vendagem durante a semana de lançamento em 2011 registrada no país. Assim como ‘With The Music I Die’ da Wynter Gordon, ‘Making Mirrors’ é um disco que qualquer uma das faixas possui potencial para single, tornando esse um verdadeiro álbum, e não apenas uma coleção de músicas compiladas em um disco. Desde da auto-intitulada faixa de abertura, De Backer usa muitas canções de amor ostensivo para explorar a ideia de espelhos como um método de auto-exame, bem como uma ferramenta para engano e distorção (dai o nome ‘Making Mirrors’). Assuntos um tanto quanto complicados para um álbum número #1, hein?
Que tal assistir o clipe de ‘Somebody That I Used to Know’ agora?
1. GIRLS ALOUD 








// ANDERSON
adorei!