Muita gente já deve ter percebido que de uns tempos pra cá tem sido constante o lançamento de artistas britânicos nos Estados Unidos, não é mesmo? Antes fechados em seu mundinho, a cada dia que passa o britpop fica mais forte no resto do mundo, mas o que dizer quando algo já é bom precisa ser reformulado para um novo mercado? Essa ideia não soa nada bem.
Atualmente os maiores nomes britânicos em escala mundial são Coldplay, Adele, The Wanted, One Direction, Jessie J, Diana Vickers e Taio Cruz porém tem muita gente na fila do green card, só que alguns não estão fazendo isso certo. Se você reparar bem verá que nenhum dos nomes citados precisou reformular o seu trabalho original para que fossem aceitos fora de sua terra natal, no máximo gravaram umas músicas novas pra ter algo inédito pra complementar o que já estava pronto. Mas o que podemos falar da Cher Lloyd por exemplo?
O primeiro single americano dela foi acertadamente ‘Want You Back’, mas será que era necessário mesmo um novo clipe só pra o lançamento da música nos Estados Unidos? Principalmente a versão original sendo infinitamente melhor? O resultado não tem sido muito satisfatório, o single entrou rapidamente no Top 100 do iTunes americano mas se você for olhar o ranking agora verá que ele já não está mais lá. Indo pelo mesmo caminho errado nós temos o Olly Murs, que nesse final de semana lançou uma nova versão de ‘Heart Skips A Beat’. No entanto Olly foi mais além, a música não apenas ganhou um novo clipe quanto uma substituição no artista convidado (sai o duo Rizzle Kicks e entra o rapper Chiddy Bang). Agora a gente pergunta: PRA QUE? Já não tava bom do jeito que estava?
Assim como aconteceu com a Cher, tudo nessa nova versão é bem inferior a primeira. Se não acredita, confira por si próprio:
Se o Olly terá mais sorte que a Cher, que facilmente ainda pode virar o jogo a seu favor, ainda ninguém sabe, mas o melhor de tudo isso é ver que enquanto a equipe deles dois bolam a melhor estratégia pra agradar os americanos, a nossa neo-diva, aka Rebecca Ferguson, nem se deu o trabalho de fazer um novo ensaio fotográfico pro lançamento do ‘Heaven’ nos Estados Unidos, que chegou às lojas de lá essa semana.
A única divulgação que Ferguson fez no país foi cantar ‘Nothing Is Real But Love’ em dois programas de TV, com tudo, as previsões já indicam um top 10 para o disco. Incrível não é? Enquanto Olly e Cher estão morrendo pra conseguir emplacar uma música, Rebecca vai lá, senta num banquinho pra cantar uma música e faz muito mais sucesso que eles.
Agora eu pergunto novamente: pra que americanizar algo que já é naturalmente bom?

Nossa muitas surpresas pra mim neste post
Nunca imaginei que os chatos The Wanted e
One Direction fossem britânicos menos ainda a Cher, enfim concordo em não mexer no seu trabalho atual para agradar um público viciado em batidas e com artistas que se deixam levar pela tendência, no momento a música
Eletrônica, os britânicos têm estilo, são originais. E tirando o chapéu para Rebecca Ferguson que me tornei fã quando ainda participava do X-Factor.