Entenda porque o EP de ’30 Days’ é número um e o single não

13 de maio de 2012

Para aliviar um pouco o fiasco das vendas do último álbum da banda, está sendo lançado hoje no Reino Unido o novo single das The Saturdays, ’30 Days’, e pelo visto as coisas parece que irão funcionar muito bem.

Com uma pegada dance que mais lembra alguma música da Lorena Simpson, o single está cumprindo bem o papel de não deixar as meninas cair no esquecimento até o lançamento do próximo álbum. Tudo que poderia ter sido feito para divulgar o ‘On Your Radar’ já foi feito: três singles – onde apenas ‘All fired Up’ conseguiu uma boa posição – turnê por arenas e várias performances na TV, porém nada disso conseguiu fazer com que o disco emplacasse. Lançado no ano passado, se eu não me engano, até agora as vendas ainda não atingiram cem mil cópias, o que garantiria pelo menos um disco de platina.

Mas enfim, quem acompanha as The Saturdays já está acostumado com esses releases fora de época. Essa semana elas estarão em vários programas da tv britânica para divulgar o single, que por si só já esta indo muito bem, com tudo, a ‘culpa’ não é exatamente da música em si.

Nesse momento ’30 Days’ está em oitavo lugar no ranking das músicas mais baixadas no país, vejam aqui, já o EP está em primeiro lugar no álbum chart a dois dias. Esse é o maior tempo que o grupo se mantem no topo de algum chart desde… deixe me ver… sempre?

Agora por que será que o EP está tão bem cotado enquanto o single em si ainda está engatinhando? Geralmente acontece o contrário ou em alguns casos, quando a música é hit de verdade, ambos se mantem em primeiro. Creio que a resposta não seja muito difícil. ’30 Days’ não é nem de longe a melhor coisa que as meninas já lançaram até agora, por isso um oitavo lugar já está mais que suficiente, porém a faixa extra que vem junto pra quem compra o EP, ‘Turn Myself In’, é de fato incrível.

A b-side que elas já cantavam desde do ano passado na ‘Headlines Tour’ ganhou uma versão em estúdio e já que um novo álbum não deve sair tão cedo, acabou sendo aproveitada no EP. Eu até entendo que lançar uma baladinha como single depois da baixa recepção de ‘My Heart Takes Over’ realmente não seria uma boa ideia, mas vamos lá, essa música poderia ser muito grande em algum outro momento.

‘Young’: O single de estreia da Tulisa é bom mas com algumas falhas

25 de março de 2012

Todo mundo que acompanha reality shows de músicas sabe que eles não servem apenas para lançar novos artistas. Tudo bem que esse pode até ser o foco das atrações, mas quem está no papel de coach ou jurado sabe que essa também é uma ótima oportunidade para dar mais visibilidade ao seu trabalho. Cheryl Cole, Jennifer Lopez e Christina Aguilera se deram muito bem após sentarem nas bancadas do X-Factor, American Idol e The Voice, Nicole Scherzinger e Kelly Rowland não tiveram a mesma sorte, mas enfim, agora chegou a hora da Tulisa testar a sua.

Depois de dez anos ao lado dos seus primos Dappy e Fazer, o N-Dubz se tornou um dos maiores representantes do grimme no mainstream britânico, mas de uma visão mais comercial a banda nunca chegou a ser um grande sucesso – o mais próximo de um hit que o trio chegou foi em 2009 com o single ‘I Need You’ ao conseguirem um #5 no Reino Unido.

Porém algo no mínimo contraditório aconteceu após o grupo anunciar férias.

Superando todas as expectativas, o primeiro single em carreira solo do Dappy, ‘No Regrets’, estreou direito em primeiro lugar nos charts ingleses e mostrando que nem tudo era sorte de principiante, sua segunda música de trabalho, ‘Rockstar’, que conta com a participação do lendário Brian May (Queen) também foi um sucesso pelo Reino Unido quase repetindo a mesma façanha de ‘No Regrets’, porém dessa vez Dappy foi barrado pelo smash hit do Gotye ‘Somebody That I Used To Know’.

Com tudo o sucesso do N-Dubz pós N-Dubz não se resume apenas aos bons resultados do Dappy.

Mesmo contra a vontade da crítica britânica, Tulisa integrou ano passado o painel de jurados do X-Factor UK. A grande dúvida em torno de sua participação no programa era se ela tinha popularidade suficiente para ocupar o lugar deixado por Cheryl Cole. Na verdade não era bem uma dúvida, afinal de contas ela realmente estava longe de ser tão popular quanto a integrante do Girls Aloud, porém muito mais do que uma boa jurada, Tulisa entrou pra história do programa ao se tornar a primeira coach a vencer uma temporada do X-Factor com um grupo. É verdade que as Little Mix são ótimas, mas sejamos sinceros, pelo menos 50% dos votos que as meninas receberam vieram por conta da devoção que a Tulisa demostrou pelo grupo – e em um resultado geral ambas as partes saíram vitoriosas.

Por enquanto ainda é uma incógnita se miss Contostavlos retornará esse ano para mais uma temporada da maior atração da TV inglesa, mas o que já sabíamos de certeza há um bom tempo (e se concretizou essa semana) é que a sua carreira solo não demoraria muito para acontecer.

Produzida pelo Fazer, seu primo, ex-namorado e também companheiro de banda, o single de estreia da Tulisa teve sua primeira execução nas rádios ontem pela manhã. Primeiramente intitulada ‘We Are Young’, a música teve seu nome reduzido apenas à ‘Young’, certamente para não ser confundida com o single dos americanos do FUN.

O clipe foi postado no canal da sua gravadora, All Around The World, poucos minutos após a estreia nas rádios e vocês podem conferir o resultado, tanto auditivo quanto visual, logo abaixo:

Um tanto quanto parecido com ‘We Found Love’, não é verdade? Se a intenção era conseguir um hit ela provavelmente conseguiu, mas cuidado, toda fonte um dia seca.

American Idol 2012: What About Now?

3 de março de 2012

Chegou a hora, a partir da próxima semana irá começar de fato a décima primeira temporada do American Idol, ou seja: finalmente chegamos aos live shows.

Se você é daqueles que pula as fases eliminatórias abaixo estão os selecionados para o Top 12.

Como sempre, alguns dos nossos favoritos ficaram de fora (eu ainda não estou acreditando que o Reed Grimm não foi selecionado) mas enfim, é assim que as coisas funcionam.

Sobre o TOP 12 em si podemos notar que depois de muitos anos o time masculino, de uma forma geral, está mais forte que o feminino – o que pode acabar dando sorte para as mulheres, já que mesmo sendo as favoritas nas últimas temporadas, na hora do ‘vamos ver’ sempre foi um homem que venceu.

Baseado no que já vimos até agora, nós dividimos os doze candidatos em cinco grupos organizados por preferência pessoal:

THE A TEAM

Heejun Han: Por enquanto ele é o meu favorito, confesso que tinha uma certa dúvida se o público iria traze-lo para as finais, mas por sorte isso aconteceu. Na minha opinião, ele é a melhor voz da competição esse ano e pra completar o amor, Heejun ainda cantou Robbie Williams no ‘sing to survive’. Provavelmente ele ainda não é um dos favoritos entre os americanos, o que é ótimo, pois ao invés dele ser cobrado pelo que já fez, o caminho está aberto pra que ele evolua (sem piadinhas sobre Pokemon, OK?).

Phillip Phillips: Como ele sempre esteve no spotlight de vários episódios é possível que o Phillip já tenha uma torcida pronta, sendo talvez o mais popular entre os 12 finalistas. O Randy comentou que o Reed Grimm era o Casey desse ano, mas pelas interpretações sempre singulares eu acredito que se alguém tem um pouco de Casey esse ano, esse alguém é o Phillip. O melhor de tudo a respeito dele é que o cara já conseguiu mostrar que pode ser versátil no palco – eu fiquei impressionado com a performance de ‘In The Air Tonight’.

THE B TEAM

Elise Testone e Shannon Magrane: Essas suas certamente serão os nomes mais fortes no time feminino esse ano. Se teoricamente o American Idol foi feito pra eleger o novo ídolo da voz, essas duas tem as melhores entre as mulheres, porém vamos aguardar o que elas tem pra mostrar nos próximos três meses.

THE C TEAM

Colton Dixon: A grande vantagem do Dixon é que ele é o único artista do gênero contemporâneo/teen na temporada esse ano. Pelo fato dele ter sido eliminado no Top 40 do ano passado o garoto parece estar querendo fazer tudo de uma vez esse ano. Eu achei um pouco exagerado o que ele fez quando cantou ‘Decode’ do Paramore semana passada, mas ok, espero que ele tenha tempo pra aprender que o Idol não é o X-Factor.

Hollie Cavanagh: É impressão minha ou a Hollie, assim como o Colton, também foi eliminada no Top 40 do ano passado? Eu não tenho certeza mas meio que tenho uma lembrança de uma candidata muito parecida com ela em 2011 que por diversas vezes cantou músicas da Miley Cyrus. Ela tem uma voz bonita, não podemos negar, mas espero que ela não tome o mesmo rumo que a Janet Devlin.

Skylar Laine Olha, se alguém me surpreendeu nessa última rodada certamente foi a Skylar. Até então eu nem tinha reparado nela direito, mas o que foi a performance dessa garota? Pelo visto ela levou ao pé da letra o pedido de colocar rock no country que o Steven a fez.

Jessica Sanchez: É ótima mas ainda não vi algo especial nela. Assim como aconteceu com a Pia Toscano ano passado, Jessica terá que mostrar muito mais do que a sua incrível voz se não quiser ser prematuramente eliminada como a candidata da décima temporada.

THE D TEAM

Erika Van Pelt, Joshua Ledet e Jeremy Rosado: Os emergentes dessa temporada. São bons, mas não irão longe.

Se bem que ano passado quem poderia imaginar que o Scotty iria vencer, não é?

THE E TEAM

A única vantagem de termos o Jermaine Jones e o DeAndre Brackensick no Top 12 é que pelo menos por duas semanas não corremos o risco de ver os melhores sendo eliminados.

E vocês, já tem os seus favoritos?

Quatro coisas que pudemos aprender com a performance da Madonna no Super Bowl

6 de fevereiro de 2012

Vamos começar a análise assistindo o vídeo da performance que provavelmente já terá sido deletado caso você esteja vendo este post depois do dia 09/02/12.

Os fãs amaram, os haters encontraram vários defeitos.

Agora vamos aos reais fatos.

01. O PALCO

Independente de qual seja o artista, a gente sabe qualquer performance no Super Bowl contará com uma grande produção, mas se tratando de Madonna nós sabemos que o mais sempre poder ser ainda mais. Graças a uma foto que vazou minutos antes da performance iniciar, começou a circular os comentários de que uma possível cópia da Les Folies Tour viria por ai, mas amigos, entendam, não foi a Kylie que criou a mitologia. Realmente houve inspirações, mas eu aconselho vocês assistirem esse vídeo e esse outro também para saber de onde elas vieram.

02. O PLAYBACK

É, isso realmente aconteceu. Mas quando foi a última vez que a gente viu uma popstar plantando bananeira no palco?

03. MADONNA PARTYING ROCK

Talvez esse seja o meu momento favorito dos quase treze minutos do vídeo além de ser o que mais bem reapresentou o espírito da performance. Com o LMFAO, Madonna apresentou o momento mais descontraído da noite – e se o intuito de tanta grandiosidade era apenas diversão esse foi o momento chave. Nem mesmo quando a Nicki Minaj e a M.I.A. subiram ao palco para cantar uma das músicas mais sarcasticas que nós já ouvimos o clima foi o mesmo.

Uma outra coisa que também me surpreendeu é o quão sensual a M.I.A poderia ser caso ela quisesse.

04. ELA CANTA

Essa é a cara que uma pessoa faz quando está cantando de verdade.

É ótimo que uma pessoa tenha uma cara de quando estar realmente CANTANDO e outra de quando estar apenas ‘cantando’. Isso ajuda as pessoas a saber quando você está fazendo uma coisa ou outra. O mais impressionante nisso tudo é que ela deixou pra CANTAR justo na reta final da performance, depois de ter dado incontáveis ‘estrelinhas’, ter feito todos os seus passos clássicos de dança (eu adoro aquele agachamento de ‘Get Together’ da Confessions Tour) e subido e descido vários degraus.

Isso é o que nós podemos chamar de técnica.

RESUMINDO A HISTÓRIA
1. Essa foi realmente uma boa performance com algumas de suas melhores músicas.
2. Não me surpreendeu pois eu já sabia que seria algo muito bem produzido pelo nível do evento.
2.1 Acredito que o intuito não era mesmo surpreender e sim mostrar o quão poderosa ela ainda é.
3. Agora nós estamos esperando pelas performances da Lady GaGa no Grammy próximo domingo.

Algumas razões para você não perder a décima primeira temporada do American Idol

21 de janeiro de 2012

Depois de um ano cheio de expectativas na TV americana, 2012 começou sua fall season com menos incertezas para alguns produtores e um pouco decepcionante para outros. Com a audiência em constante queda nos anos anteriores, o American Idol começou em 2011 sua décima temporada no mínimo desfalcada. Sem o Simon, sem a Ellen, com uma forte concorrência disposta a ocupar o posto de principal atração dos Estados Unidos e o maior problema de todos, sem nenhum grande artista lançado nas últimas temporadas, o Idol precisava muito mais do que suprir as expectativas da FOX, ele precisava se mostrar melhor que os todos outros programas do segmento, pois assim como aconteceu com FRIENDS, depois de 10 anos, seria aceitável que ele saísse do ar mesmo se mantendo em primeiro lugar na audiência. E bem, ele conseguiu.

Como era de esperar, a audiência do primeiro episódio teve uma grande queda comparado aos números de 2009, mas a renovação na bancada dos jurados, a forma como os episódios eram montados, o sucesso nas rádios de Jennifer Lopez com ‘On The Floor’ e Steven Tyler com ‘It Feel So Good’ fizeram com que o público voltasse a ter interesse pelo Idol, porém o principal fator que fez de 2011 um ano chave na história do programa foi o grande sucesso que os finalistas conseguiram manter após o fim da temporada. Surpreendendo a todos, o winner single do Scotty McCreery, ‘I Love You This Big’, em pouco tempo chegou a marca das 250,00 cópias vendidas, lhe garantindo um disco de platina. Seu álbum de estréia, ‘Clear As Day’, estreou em primeiro lugar na Billboard e com isso o título de vencedor do American Idol voltou a fazer sentido, certificando alguns records também. McCreery se tornou o primeiro cantor country a conseguir ficar em primeiro lugar no Billboard 200 com seu álbum de estréia, além de ser o homem mais jovem a garantir o topo da parada com seu primeiro disco. Os donos da franquia a essa altura já podiam respirar aliviados, com tudo não foi apenas o Scotty que conseguiu bons resultados. Poucos dias após ser eliminada, Pia Toscano já era disputada a tapa por algumas gravadoras, Lauren Alaina, a runner up da edição, cumpriu bem o papel de segunda colocada e ficou a poucos números atrás do Scotty nos charts, mas vamos lá, no fim das contas o que todo mundo esperava era saber quando a Haley lançaria alguma coisa, e se depois de um ano você já estava começando a achar que essa seria uma espera em vão, se prepare. Pelo twitter, a nossa amada leoa, anunciou que o seu primeiro single será lançado dia 1° de Março, levando-nos a crer que um álbum completo já não deve estar tão longe assim.

Mas a lista dos candidatos do ano passado que se deram bem ainda não acabou; Stefano Langone, que aparentemente não iria render nada, assinou recentemente com a Hollywood Records – mesma gravadora dos principais artistas da Disney como Demi Lovato, Miley Cyrus, Selena Gomez e Joe Jonas. Já o Casey Abrams fechou contrato com a Concord Music Group, um selo pequeno, especializado em jazz, folk e tudo aquilo que se encaixa em seu repertório e pelo que tudo aponta, James Durbin também irá lançar um álbum, mas como eu nunca fui com a cara dele não estou a par dos detalhes.

Enfim, por todas essas razões concluímos que o Idol cumpriu muito bem o seu papel ano passado, mas o que dizer da concorrência? The Voice? X-Factor USA? Bem, ambos tiveram seus bons momentos, mas falharam na tentativa de bater o AI.

THE VOICE X AMERICAN IDOL

Com um formato diferente, a grande tentativa da atração da NBC era mostrar que a voz do candidato era o mais importante no jogo, querendo de alguma forma gerar uma credibilidade especial – pra isso até alguns participantes que já haviam se inscrito no Idol foram convidados a dar depoimentos de por que estavam tentando uma chance na nova casa. A principio a tentativa até deu certo, mas na reta final as estratégias eram basicamente as mesmas e pior, um vencedor cuja vitória se atribuiu ao apelo promovido pela edição do The Voice. O resultado posteriormente? Quem é Javier hoje em dia?  De que adiantou tanta prepotência se no final das contas o programa coroou um artista irrelevante e totalmente descartável?

Porém não me entendam mal, foi ótimo ver a interação entre o Blake, Christina, Adam e Cee-Lo, o problema mesmo veio por parte da publicidade que produtores tentaram vender, e no final de tudo, foi por causa do The Voice que a Dia ganhou notoriedade e lançou um álbum solo, ou seja, a temporada valeu a pena.

X-FACTOR USA X AMERICAN IDOL

Acho que não há o que falar muito sobre isso não é verdade? Atualmente nenhum programa de talent show é melhor que o X-Factor UK em minha opinião, mas sejamos sinceros, essa versão americana foi no mínimo decepcionante. Com episódios que beiravam a exaustão de tão longos, a produção pecou bastante ao focar em tantos candidatos ruins. A intenção obviamente era tentar trazer o ar cômico que funciona tão bem no Reino Unido, mas o tiro saiu pela culatra, pois nem mesmo os candidatos ditos sérios podiam ser levados realmente a sério. Se girl/boybands estão em baixa nos Estados Unidos o X-Factor conseguiu mostrar o porquê disso.

Mesmo atração tendo garantido a maior audiência que a FOX já registrou em uma estréia de série, essa certamente foi uma grande decepção para o Simon que claramente queria ocupar o lugar do Idol logo no primeiro ano. Com tudo a primeira temporada do programa não foi de todo mal, pelo menos ele serviu de mal exemplo.

AMERICAN IDOL 2012

Se o X-Factor se tornou irritante pelo grande número de candidatos descartáveis, o AI soube muito bem como cativar as pessoas no episódio de estréia da sua décima primeira edição. É claro que participantes cômicos são necessários para que o programa não caia no tédio, porém quando a maioria dos concorrentes está lá apenas por entretenimento, alguma coisa não está certa.

Talvez eu esteja tentando enxergar mais do que realmente aconteceu, mas a impressão que deu foi que o Idol fez questão de mostrar que os melhores candidatos tem uma preferencia especial por ele. O nível dos dois episódios que foram ao ar essa semana foi impressionante, mas a própria edição fez questão de explicar os motivos desse, digamos, favoritismo.

Pode parecer óbvio, mas tradição que o programa adquiriu ao longo dos anos realmente faz com que as pessoas acreditem que ele é a porta mais segura ao estrelato e, baseado na história de alguns candidatos, eu acredito que boa parte deles nem saibam o que é X-Factor ou The Voice. Pessoas como Amy Brumfield, uma das aprovadas nas audições de Savannah (Georgia), até me fazem questionar o quão longe a fama do American Idol consegue chegar – se você ainda não assistiu os capítulos dessa semana, ela é uma hippie que mora em uma barraca de acampamento no meio da floresta com seu marido, ou seja…

Ainda não foram divulgados os dados finais da audiência dessa primeira rodada, mas se levarmos em consideração todos os comentários positivos que a season premiere obteve no Twitter e na mídia, certamente a Fox deve estar satisfeita.

Como já era de se esperar, vários candidatos ganharam grande destaque da mídia um dia após a exibição de cada programa, dentre eles W.T Thompson: o rapaz sempre sonhou em cantar, sua esposa está grávida e seu chefe não queria liberá-lo para realizar a audição. A solução de Thompson? Pedir demissão e correr atrás do seu maior sonho, soltar a voz. Porém o maior destaque da noite ficou para o jovem Phillip Phillips (fofo foto).

Soando como um grande mash-up de vários concorrentes que já passaram pelo programa, a primeira coisa que você pensa ao vê-lo é ‘Scotty 2.0’, porém é só ele começar a cantar Stivie Wonder e as opiniões mudam para ‘Casey 2.0’, mas daí o Randy pede pra ele cantar outra música e ele escolhe ‘Thriller’, e quem ele passa a lembrar? Isso mesmo, Kris Allen, ou melhor, ‘Kris Allen 2.0’.

Eu posso até estar errado, mas assim como aconteceu com a Lauren e o James ano passado, algo me diz que todo esse destaque significa que os jurados levarão ele longe na competição – e caso ele dê a mesma sorte que os candidatos da décima temporada, até uma vaga na grande final já pode começar a ser cogitada.

Por hora, é isso.