Quatro coisas que pudemos aprender com a performance da Madonna no Super Bowl

6 de fevereiro de 2012

Vamos começar a análise assistindo o vídeo da performance que provavelmente já terá sido deletado caso você esteja vendo este post depois do dia 09/02/12.

Os fãs amaram, os haters encontraram vários defeitos.

Agora vamos aos reais fatos.

01. O PALCO

Independente de qual seja o artista, a gente sabe qualquer performance no Super Bowl contará com uma grande produção, mas se tratando de Madonna nós sabemos que o mais sempre poder ser ainda mais. Graças a uma foto que vazou minutos antes da performance iniciar, começou a circular os comentários de que uma possível cópia da Les Folies Tour viria por ai, mas amigos, entendam, não foi a Kylie que criou a mitologia. Realmente houve inspirações, mas eu aconselho vocês assistirem esse vídeo e esse outro também para saber de onde elas vieram.

02. O PLAYBACK

É, isso realmente aconteceu. Mas quando foi a última vez que a gente viu uma popstar plantando bananeira no palco?

03. MADONNA PARTYING ROCK

Talvez esse seja o meu momento favorito dos quase treze minutos do vídeo além de ser o que mais bem reapresentou o espírito da performance. Com o LMFAO, Madonna apresentou o momento mais descontraído da noite – e se o intuito de tanta grandiosidade era apenas diversão esse foi o momento chave. Nem mesmo quando a Nicki Minaj e a M.I.A. subiram ao palco para cantar uma das músicas mais sarcasticas que nós já ouvimos o clima foi o mesmo.

Uma outra coisa que também me surpreendeu é o quão sensual a M.I.A poderia ser caso ela quisesse.

04. ELA CANTA

Essa é a cara que uma pessoa faz quando está cantando de verdade.

É ótimo que uma pessoa tenha uma cara de quando estar realmente CANTANDO e outra de quando estar apenas ‘cantando’. Isso ajuda as pessoas a saber quando você está fazendo uma coisa ou outra. O mais impressionante nisso tudo é que ela deixou pra CANTAR justo na reta final da performance, depois de ter dado incontáveis ‘estrelinhas’, ter feito todos os seus passos clássicos de dança (eu adoro aquele agachamento de ‘Get Together’ da Confessions Tour) e subido e descido vários degraus.

Isso é o que nós podemos chamar de técnica.

RESUMINDO A HISTÓRIA
1. Essa foi realmente uma boa performance com algumas de suas melhores músicas.
2. Não me surpreendeu pois eu já sabia que seria algo muito bem produzido pelo nível do evento.
2.1 Acredito que o intuito não era mesmo surpreender e sim mostrar o quão poderosa ela ainda é.
3. Agora nós estamos esperando pelas performances da Lady GaGa no Grammy próximo domingo.

Algumas razões para você não perder a décima primeira temporada do American Idol

21 de janeiro de 2012

Depois de um ano cheio de expectativas na TV americana, 2012 começou sua fall season com menos incertezas para alguns produtores e um pouco decepcionante para outros. Com a audiência em constante queda nos anos anteriores, o American Idol começou em 2011 sua décima temporada no mínimo desfalcada. Sem o Simon, sem a Ellen, com uma forte concorrência disposta a ocupar o posto de principal atração dos Estados Unidos e o maior problema de todos, sem nenhum grande artista lançado nas últimas temporadas, o Idol precisava muito mais do que suprir as expectativas da FOX, ele precisava se mostrar melhor que os todos outros programas do segmento, pois assim como aconteceu com FRIENDS, depois de 10 anos, seria aceitável que ele saísse do ar mesmo se mantendo em primeiro lugar na audiência. E bem, ele conseguiu.

Como era de esperar, a audiência do primeiro episódio teve uma grande queda comparado aos números de 2009, mas a renovação na bancada dos jurados, a forma como os episódios eram montados, o sucesso nas rádios de Jennifer Lopez com ‘On The Floor’ e Steven Tyler com ‘It Feel So Good’ fizeram com que o público voltasse a ter interesse pelo Idol, porém o principal fator que fez de 2011 um ano chave na história do programa foi o grande sucesso que os finalistas conseguiram manter após o fim da temporada. Surpreendendo a todos, o winner single do Scotty McCreery, ‘I Love You This Big’, em pouco tempo chegou a marca das 250,00 cópias vendidas, lhe garantindo um disco de platina. Seu álbum de estréia, ‘Clear As Day’, estreou em primeiro lugar na Billboard e com isso o título de vencedor do American Idol voltou a fazer sentido, certificando alguns records também. McCreery se tornou o primeiro cantor country a conseguir ficar em primeiro lugar no Billboard 200 com seu álbum de estréia, além de ser o homem mais jovem a garantir o topo da parada com seu primeiro disco. Os donos da franquia a essa altura já podiam respirar aliviados, com tudo não foi apenas o Scotty que conseguiu bons resultados. Poucos dias após ser eliminada, Pia Toscano já era disputada a tapa por algumas gravadoras, Lauren Alaina, a runner up da edição, cumpriu bem o papel de segunda colocada e ficou a poucos números atrás do Scotty nos charts, mas vamos lá, no fim das contas o que todo mundo esperava era saber quando a Haley lançaria alguma coisa, e se depois de um ano você já estava começando a achar que essa seria uma espera em vão, se prepare. Pelo twitter, a nossa amada leoa, anunciou que o seu primeiro single será lançado dia 1° de Março, levando-nos a crer que um álbum completo já não deve estar tão longe assim.

Mas a lista dos candidatos do ano passado que se deram bem ainda não acabou; Stefano Langone, que aparentemente não iria render nada, assinou recentemente com a Hollywood Records – mesma gravadora dos principais artistas da Disney como Demi Lovato, Miley Cyrus, Selena Gomez e Joe Jonas. Já o Casey Abrams fechou contrato com a Concord Music Group, um selo pequeno, especializado em jazz, folk e tudo aquilo que se encaixa em seu repertório e pelo que tudo aponta, James Durbin também irá lançar um álbum, mas como eu nunca fui com a cara dele não estou a par dos detalhes.

Enfim, por todas essas razões concluímos que o Idol cumpriu muito bem o seu papel ano passado, mas o que dizer da concorrência? The Voice? X-Factor USA? Bem, ambos tiveram seus bons momentos, mas falharam na tentativa de bater o AI.

THE VOICE X AMERICAN IDOL

Com um formato diferente, a grande tentativa da atração da NBC era mostrar que a voz do candidato era o mais importante no jogo, querendo de alguma forma gerar uma credibilidade especial – pra isso até alguns participantes que já haviam se inscrito no Idol foram convidados a dar depoimentos de por que estavam tentando uma chance na nova casa. A principio a tentativa até deu certo, mas na reta final as estratégias eram basicamente as mesmas e pior, um vencedor cuja vitória se atribuiu ao apelo promovido pela edição do The Voice. O resultado posteriormente? Quem é Javier hoje em dia?  De que adiantou tanta prepotência se no final das contas o programa coroou um artista irrelevante e totalmente descartável?

Porém não me entendam mal, foi ótimo ver a interação entre o Blake, Christina, Adam e Cee-Lo, o problema mesmo veio por parte da publicidade que produtores tentaram vender, e no final de tudo, foi por causa do The Voice que a Dia ganhou notoriedade e lançou um álbum solo, ou seja, a temporada valeu a pena.

X-FACTOR USA X AMERICAN IDOL

Acho que não há o que falar muito sobre isso não é verdade? Atualmente nenhum programa de talent show é melhor que o X-Factor UK em minha opinião, mas sejamos sinceros, essa versão americana foi no mínimo decepcionante. Com episódios que beiravam a exaustão de tão longos, a produção pecou bastante ao focar em tantos candidatos ruins. A intenção obviamente era tentar trazer o ar cômico que funciona tão bem no Reino Unido, mas o tiro saiu pela culatra, pois nem mesmo os candidatos ditos sérios podiam ser levados realmente a sério. Se girl/boybands estão em baixa nos Estados Unidos o X-Factor conseguiu mostrar o porquê disso.

Mesmo atração tendo garantido a maior audiência que a FOX já registrou em uma estréia de série, essa certamente foi uma grande decepção para o Simon que claramente queria ocupar o lugar do Idol logo no primeiro ano. Com tudo a primeira temporada do programa não foi de todo mal, pelo menos ele serviu de mal exemplo.

AMERICAN IDOL 2012

Se o X-Factor se tornou irritante pelo grande número de candidatos descartáveis, o AI soube muito bem como cativar as pessoas no episódio de estréia da sua décima primeira edição. É claro que participantes cômicos são necessários para que o programa não caia no tédio, porém quando a maioria dos concorrentes está lá apenas por entretenimento, alguma coisa não está certa.

Talvez eu esteja tentando enxergar mais do que realmente aconteceu, mas a impressão que deu foi que o Idol fez questão de mostrar que os melhores candidatos tem uma preferencia especial por ele. O nível dos dois episódios que foram ao ar essa semana foi impressionante, mas a própria edição fez questão de explicar os motivos desse, digamos, favoritismo.

Pode parecer óbvio, mas tradição que o programa adquiriu ao longo dos anos realmente faz com que as pessoas acreditem que ele é a porta mais segura ao estrelato e, baseado na história de alguns candidatos, eu acredito que boa parte deles nem saibam o que é X-Factor ou The Voice. Pessoas como Amy Brumfield, uma das aprovadas nas audições de Savannah (Georgia), até me fazem questionar o quão longe a fama do American Idol consegue chegar – se você ainda não assistiu os capítulos dessa semana, ela é uma hippie que mora em uma barraca de acampamento no meio da floresta com seu marido, ou seja…

Ainda não foram divulgados os dados finais da audiência dessa primeira rodada, mas se levarmos em consideração todos os comentários positivos que a season premiere obteve no Twitter e na mídia, certamente a Fox deve estar satisfeita.

Como já era de se esperar, vários candidatos ganharam grande destaque da mídia um dia após a exibição de cada programa, dentre eles W.T Thompson: o rapaz sempre sonhou em cantar, sua esposa está grávida e seu chefe não queria liberá-lo para realizar a audição. A solução de Thompson? Pedir demissão e correr atrás do seu maior sonho, soltar a voz. Porém o maior destaque da noite ficou para o jovem Phillip Phillips (fofo foto).

Soando como um grande mash-up de vários concorrentes que já passaram pelo programa, a primeira coisa que você pensa ao vê-lo é ‘Scotty 2.0’, porém é só ele começar a cantar Stivie Wonder e as opiniões mudam para ‘Casey 2.0’, mas daí o Randy pede pra ele cantar outra música e ele escolhe ‘Thriller’, e quem ele passa a lembrar? Isso mesmo, Kris Allen, ou melhor, ‘Kris Allen 2.0’.

Eu posso até estar errado, mas assim como aconteceu com a Lauren e o James ano passado, algo me diz que todo esse destaque significa que os jurados levarão ele longe na competição – e caso ele dê a mesma sorte que os candidatos da décima temporada, até uma vaga na grande final já pode começar a ser cogitada.

Por hora, é isso.

Alexandra?

17 de janeiro de 2012

Mesmo com pouco tempo de carreira, Alexandra Burke possui um currículo de fazer inveja a muitos veteranos: venceu o X-Factor em 2008, quatro dos seus seis singles lançados até agora chegaram ao número #1 dos charts ingleses, seu álbum de estréia – que mesmo tendo sido lançado em poucos países – já passa da marca de um milhão e meio de cópias vendidas, uma turnê em arenas, três indicações ao Brit Awards dentre várias e várias outras conquistas. Porém você pode pensar: sucesso não é sinônimo de qualidade. É verdade, mas essa teoria não se aplica à Alexandra.

Dona de uma das vozes mais poderosas do atual cenário pop, Burke é a definição perfeita de uma popstar, ela canta, dança, tem uma personalidade versátil que lhe permite atuar tanto com baladinhas românticas quanto com uma hot track. Resumindo, ela pode fazer qualquer coisa, mas infelizmente algo parece não ter dado certo em ‘Elephant’, o carro-chefe do seu próximo disco.

Sob a produção do DJ colombiano Erick Morillo, o novo single traz uma sonoridade bem diferente da que nós ouvimos nas faixas do ‘Overcome’. Se antes o R&B era o DNA de suas músicas, agora quem da as caras é o dance – e o que poderia ser uma combinação perfeita acabou deixando seus fãs um pouco frustrados.

Alguns de vocês já devem ter ouvido a música que vazou desde a semana passada, mas eu preferi a versão em alta qualidade ser lançada para registrar minhas impressões.

Mesmo sendo algo visivelmente datado, a faixa possui seus méritos. A letra é bastante interessante e só fato de não ter nenhum piega do tipo ‘in da clube’, ‘deejaay’, ‘floor’ ou ‘put your hands up’ já mostra que houve um cuidado especial na hora da composição. A forma como ela pronuncia algumas palavras dão uma ambiguidade a música, como por exemplo: até agora eu não entendi (e nem pretendo entender) se o refrão é ‘you wanna talk about it’ ou ‘you wanna fuck about it’. Por outro lado, nada conseguiu chamar mais atenção, de uma maneira negativa, do que os vocais robóticos. Sério, qual a necessidade disso? Acredito que o produtor da faixa não deve ter visto a performance de ‘Toxic’ no X-Factor:

Por falar em Britney, atualmente eu acho que ‘Elephant’ teria caído bem melhor no repertório dela ou da Ke$ha.

Os 40 melhores álbuns de 2011

31 de dezembro de 2011

Último dia do ano e tudo o que 2011 poderia oferecer musicalmente já chegou em nossas mãos, baseado nisso, é hora de mais uma lista. Bem mais difícil do que montar um ranking de singles, listar os melhores álbuns do ano exige uma atenção a mais, porque uma coisa é um artista lançar uma música boa e outra bem diferente é ele lançar uma compilação de músicas boas. Certo? Certo.

Por outro lado, o que é bom pra mim pode não ser bom para outros, então como em toda e qualquer outra lista do gênero vocês tem todo o direito de concordar ou não com esta, mas, aproveitando sua passagem por aqui, aproveite para escutar novamente os álbuns selecionados abaixo, pois foram eles que fizeram de 2011 um ótimo ano para a música pop.

40° – ‘FASTLIFE’
Joe Jonas


39° – ’4′
Beyoncé


38° – ‘LOVE?’
Jennifer Lopez

37° – ‘TORCHES’
Foster The People

36° ‘SOUL PUNK’
Patrick Stump

35° – ‘RED’
Dia Frampton

34° – ‘ALL OF YOU
Colbie Caillat

33° ‘LOVESTRONG’
Christina Perri

32° – ‘MYLO
XYLOTO’

Coldplay

31° – ‘WHO YOU
ARE’

Jessie J

30° ‘RABBITS ON
THE RUN’

Vanessa Carlton

29° – ‘YES AND
ALSO YES’

Mike Doughty

28° – ‘BIRDY’
Birdy
.

27° ‘UP ALL
NIGHT’

One Direction

26° – ‘PARADE’
Parade
.

25° ‘BATTLE
GROUND’

The Wanted

24° ‘ON YOUR
RADAR’

The Saturdays

23° ‘ALEXIS
JORDAN’

Alexis Jordan

22° ‘AT YOUR
CONVENIENCE’

Professor Green

21° ‘TALK THAT
TALK’

Rihanna

20° ‘MAKING
MIRRORS’

Gotye
19° ‘STRONGER’
Kelly Clarkson
.
18° ‘TWO’
Lenka
.
17° ‘FEMME
FATALE’

Britney Spears
16° ‘PERFECT-
IONIST’

Natalia Kills

15° ‘STICKS +
STONES’

Cher Lloyd

14° ‘SMASH’
Martin Solveig
.

13° ‘FOREVER
IF EVER’

Jon McLaughlin

12° ‘LIGHT AFTER
DARK’

Clare Maguire

11° – ’21′
Adele
.

10° ‘CEREMONIALS’
Florence + The Machine

Por um bom tempo a voz doce e poderosa de Florence Welch era uma exclusividade dos ingleses, mas bastou uma performance no VMA do ano passado para que o resto do mundo se rendesse as suas aparições sempre teatrais. Depois de ter causado uma ótima impressão com o álbum de estreia, Florence voltou com um novo disco em 2011. ‘Ceremonials’ é o segundo disco do Florence and the Machine e basta olhar para o alinhamento para ter uma ideia do que vamos ouvir. Mais uma vez é um álbum com bastantes músicas – quinze – que conta também com duas demos e três versões acústicas. Se podemos dizer algo sobre Florence, mesmo antes de ouvir o álbum, é que criatividade para novas músicas não lhe falta.


9° PLAYING THE SHADOWS
Example

Com Tinie Tempah, Professor Green, Dizzee Rascal e, por que não, o N-Dubz criando uma especie de ponte entre o ‘street’ e o mainstream, o grimme britânico nunca se encontrou em uma posição tão forte. No entanto, em seu terceiro álbum, Gleave ‘Example’ Elliot, no norte de Londres, veio para levar as coisas um passo adiante. Tão ambicioso quanto acessível, ‘Playing in the Shadows’ é por excelência um álbum pop, afinal estamos falando de um álbum que ficou em primeiro lugar na Inglaterra, Irlanda e País de Gales, mas sonoricamente o que ouvimos em uma nova definição de rap e hip-hop.

8° ‘KILLER LOVE’
Nicole Scherzinger

A demora valeu a pena. Até ano passado, antes de  ouvir o primeiro single do ‘Killer Love’ (‘Poison’), o meu interesse pela carreira solo da Nicole Scherzinger era praticamente nulo, como um grande fã das The Pussycat Dolls que eu nunca fui, meus olhos só se abriram de verdade para o talento da Nicole após ouvir o seu álbum. Ela consegue cantar, dançar, interpretar, possui um domínio de palco como ninguém, além do mais importante: ela mostrou que sabe fazer um bom disco pop.

7° ECHOES
Will Young

O melhor retorno que a música teve em 2011. É verdade que eu sempre fui um grande fã do Will Young, não só como artista mas como pessoa também, porém com ‘Echoes’ nós vimos que o que era bom conseguiu se tornar melhor. Com certeza ninguém dúvida que o Will possui uma das melhores vozes dessa geração, agora o que ganhamos quando uma parceria com Richard X é anunciada? Um gênio da música pop. ‘Jealousy’, o nosso single do ano, mostrou que apesar do tempo aqueles vocais da época do Pop Idol ainda continuam intactos, mas foi com ajuda de faixas como ‘Lie Next To Me’, ’Come On’ e ‘Losing Myself’ que esse se tornou um dos mais importantes álbuns do ano. Uma ótima maneira de se comemorar dez anos de carreira.

6° ‘PLUS’
Ed Sheeran

Se você gosta de pop, esse álbum foi feito para você. Se você gosta de indie, esse álbum foi feito para você. Se você gosta de rap, esse álbum foi feito para você. Se você gosta de hip-hop, esse álbum foi feito para você. Se você gosta de um som alternativo, esse álbum foi feito para você. Se você  é fã do grimme britânico, adivinhe, esse álbum também foi feito para você. Resumindo, não há como ir contra o disco de estreia da grande revelação da música em 2011.

5° ‘WITH THE MUSIC I DIE’
Wynter Gordon

Que o dance é o ritmo do momento nos charts de todo mundo ninguém tem dúvidas, agora porque a Wynter Gordon não explodiu mundialmente esse ano? Bem, acho que isso ninguém sabe. Fugindo do clichê da maioria dos artistas pop da atualidade, suas letras não são arruinadas por versos acompanhados de “in da club”, “partying”, “deeejaaay”, “baby, baby, baby” ou qualquer outra coisa que mais pareça um CD enganchado. ‘With The Music I Die’ pode ser muita coisa, menos um simples álbum de dance music.

4° HEAVEN
Rebecca Ferguson

Pelas leis da probabilidade, um reality show de música tem que lançar pelo menos um talento genuinamente útil a cada temporada. Tudo bem que a safra de 2010 teve Cher Lloyd e One Direction, mas qualquer pessoa em sã consciência sabe reconhecer que a Rebecca foi aquela que lançou o melhor álbum entre os seus colegas de temporada no X-Factor. Comparações com Duffy, Adele e Amy Winehouse não são incabíveis, até por que as próprias chegaram a dar entrevistas afirmando que gostariam de trabalhar com ela. Sendo realista, Ferguson não traz nada novo, mas sua voz faz do mundo um lugar um pouco melhor.

3° CINDERELLA’S EYES
Nicola Roberts

É verdade que o último álbum das Girls Aloud foi lançado em 2008, mas os fãs do grupo não podem reclamar dessas férias prolongadas. Em 2009 a Cheryl lançou o seu primeiro álbum solo e se tornou maior do que o próprio grupo no Reino Unido, 2010 foi o ano da Nadine, mas e 2011? Em Janeiro eu pensava que pela primeira vez desde 2002, caso a banda não voltasse, nada relacionado as meninas seria lançado, mas surpreendendo a todos Nicola anunciou que esse seria o seu ano. A principio soou como piada, afinal de contas, logo a Nicola? Mas com o passar dos meses nós vimos o quão errados estávamos em subestimá-la (e eu falo no plural pois acredito que pelo menos 90% das pessoas não colocavam fé nela). O resultado? Esse vocês já sabem.

2° BORN THIS WAY
Lady GaGa

O excesso é o caminho mais rápido para a redenção? Bom, na grande maioria dos casos, não. Mas quem mais poderia fugir dessa suposta regra senão a GaGa? ‘Born This Way’, no conjunto, é um belo disco pop. Avulsas, músicas como ‘Judas’ e ‘Americano’ poderiam indicar um descarrilamento no ‘trem GaGa’, mas dentro do contexto, elas se tornam pertinentes. Há uma intensificação da autoajuda da cantora para com os fãs, a faixa-titulo  e ‘Bad Kids’ proclamam que devemos ser felizes com nossas estranhezas. O disco é calcado no eurodance, por isso há poucos graves. A influência do rock também é audível, um exemplo é a colaboração de Brian May, do Queen, em ‘You And I’. Seja nas pistas, seja nas baladas, seja no rock, Lady GaGa permaneceu despudoramente no limite – e enquanto seus excessos estiverem sob controle, ela será a estrela mais intrigante do pop contemporâneo.

1° CODES AND KEYS
Death Cab For Cutie

Nos anos 90, um dos jeitos de conquistar alguém era “fazendo uma mixtape”: o garoto colocava músicas que chamasse atenção da garota numa fita cassete, e a presenteava em troca de todo seu amor. Com a “morte” da fita cassete e a chegada de novas mídias, tal arte acabou sendo esquecida, deixando os românticos de coração partido. No entanto, a chegada do CD e o MP3  nos  séculos 20 e 21 provaram que a “mixtape” não morreu e que ainda é possível conquistar o coração de uma garota produzindo um disco exclusivamente para ela.

‘Codes & Keys’ é um álbum mixtape. É incrível como um novo amor pode mudar a percepção de uma banda, e refletir isso tanto na sonoridade quanto nas letras. Ben Gibbard está apaixonado, e é neste disco que ele destila seu amor em todos os momentos, escapando daquele clima tristonho e melancólico que formou o estilo da banda no decorrer da sua discografia. Todo o ritmo impopular, estranho e tristonho é deixado de lado – e o indie eletrônico dançante entra em sintonia com letras simples e lúdicas, fazendo tudo soar feliz e inocente, quase como se apaixonar pela primeira vez.

E é isso. Feliz 2012.

As 100 melhores músicas de 2011

13 de dezembro de 2011

Em 2011 alguns artistas lançaram algumas músicas, infelizmente algumas extremamente horríveis, como ‘T.H.E’ do Will.i.Am e ‘Run For Your Life’ do Matt Cardle, mas para a nossa sorte a safra desse ano foi mais positiva do que negativa.

Abaixo foram selecionadas as CEM melhores músicas com lançamento entre Janeiro e Dezembro, mas antes de qualquer coisa, vamos à algumas considerações;

» Apenas singles foram levados em consideração.
» Cada música dessa lista é absolutamente incrível.
» Vendas e top charts não foram levados em consideração.
» Todas as músicas do Top 15 foram consideradas em algum momento como a música do ano.
» Caso você não conheça alguma música da lista, não perca tempo, procure um link para download imediatamente.

E agora sim, vamos ao que interessa;

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15° TAKE THAT – ‘LOVE LOVE’

É extremamente raro encontrarmos uma música boa de se ouvir quando ela foi feita unicamente para tocar durante os créditos de um filme, mas o Take That mostrou quem ‘run the rules’ ao entregar ‘Love Love’ para a trilha sonora de ‘X-Men: First Class’. Sendo realista, o fato é que a música acabou se tornando maior do que o próprio filme. Soa grandioso, assim como a maioria dos outros singles da banda, mas a grande dúvida é: qual membro é o Professor X? Barlow ou Williams?

» EM 2010: Hurts – ‘Stay’
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14° THE SATURDAYS – ‘ALL FIRED UP’

Comercialmente 2011 não foi um bom ano para as The Saturdays; a vendagem do novo álbum da banda foi a pior entre os três já lançados; os singles não emplacaram e algumas datas da próxima turnê correm riscos de serem canceladas, mas bem, como números nem sempre são sinônimos de qualidade a parceria com o pessoal do Xenomania acabou resultando em uma das melhores músicas da carreira das meninas. ‘All Fired Up’ causou um certo estranhamento na época em que foi lançada, até eu mesmo fiquei com um pé atrás quando ouvi pela primeira vez, mas em uma união como essa nada poderia dar errado.

» EM 2010: Sara Bareilles – ‘King Of Anything’
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13° YASMIM – ‘FINISH LINE’

Combinando soul e dance music em uma medida que não cause algum tipo de estranheza ou confusão sonora, Yasmin já era bastante conhecida nos bastidores do britpop por acompanhar artistas como Example e Calvin Harris em suas turnês, mas em 2011 foi a vez do grande público conhecê-la. O primeiro single que prepara o terreno para o seu álbum de estreia foi ‘On My Own’, porém foi com ‘Finish Line’ que ela conseguiu o seu primeiro hit. Por enquanto ainda não há previsão de quando o disco será lançado, mas as expectativas já são altas.

» EM 2010: Brandon Flowers – ‘Only The Young’
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12° FLORENCE + THE MACHINE – ‘SHAKE IT OUT’

Florence realmente tem rezão; é muito difícil dançar quando se tem um demônio em suas costas. Uma das coisas mais adoráveis em ‘Shake It Out’ é a forma como a música consegue te tirar por alguns minutos da realidade em uma melodia sobrenatural com bastantes pontos de referência – escutando a versão instrumental eu meio que lembrei de ‘Bleeding Love’, o que não chega a ser algo estranho, afinal ambas canções falam sobre corações partidos.

» EM 2010: The Wanted – ‘All Time Low’
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11° NICOLE SCHERZINGER – ‘DON’T HOLD YOUR BREATH’

Um ano de altas e baixas para a carreira da Nicole Scherzinger; é mais ou menos assim que podemos resumir 2011 para a ex-líder das Pussycat Dolls. Seu primeiro álbum solo finalmente foi lançado, mas apenas no Reino Unido. A FOX conseguiu colocá-la no lugar da Cheryl na bancada dos jurados do X-factor USA, porém a crítica está sendo bastante dura com ela. Mas OK, independente desses fatores, nesse momento nós estamos falando dos melhores singles do ano e em um álbum incrível como o ‘Killer Love’, não foi tão difícil encontrar algo para estar aqui.

» EM 2010: Lady GaGa & Beyoncé – ‘Telephone’
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10° CHRISTINA PERRI – ‘JAR OF HEARTS’

Tecnicamente ‘Jar Of Hearts’ é uma música de 2010; a música foi gravada em 2010, foi enviada para as rádios em 2010 e foi adicionada no iTunes em 2010, mas o fato é que ninguém a conhecia na época. Soa um pouco contraditório, mas foi graças ao ‘So You Think Can Dance’ que o mundo conheceu essa música – e eu não estou falando de uma performance dela no programa, o que aconteceu foi que após a música ser utilizada no show de dança Christina se tornou popular, assinou com uma gravadora e começou a divulgação do single (e isso inclui um clipe). Por esses motivos eu considero essa como uma música de 2011, mas não apenas uma simples música de 2011 e sim uma das melhores.

» EM 2010: Selena Gomez & The Scene – ‘Naturally’
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9° BRITNEY SPEARS – TIL THE WORLD ENDS

Quando ‘Til The World Ends’ viu a luz do dia muitas pessoas ficaram sem entender o motivo da Ke$ha ter dado a música para a Britney ao invés de ficar com ela, e bem, a resposta veio quando o fatídico remix com a participação dela e da Nicki Minaj foi lançado. Se olharmos atentamente, veremos que a grande maioria das canções pop se baseia na fórmula intro/verso/refrão/verso/refrão/solo/refrão/fade ou em variações dessa fórmula, mas ‘Wolrd Ends’ não. Produzida pela dupla de hitmakers Dr. Luke e Max Martin, essa é o tipo de música que não daria certo com nenhuma outra pessoa; o refrão apocalíptico que só surge no último minuto da música e a repetição de uma única silaba dando a ideia de coro fez dessa mais um clássico para a carreira da Britney.

» EM 2010: Shakira – ‘Waka Waka’
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8° LADY GAGA – ‘THE EDGE OF GLORY’

‘The Edge Of Glory’ tende a ser a música mais singular de todo o repertório da GaGa; não há repetição silábica, ela não fala seu próprio nome em nenhum momento e também não há referências religiosas. É algo simples, mas nesse caso, um simples momento de grandiosidade. Produzida por Fernando Garibay (‘Dance In The Dark’), a faixa que encerra o ‘Born This Way’ deccore sob uma crise de sintetizadores dos anos 80 com a ajuda de solos irregulares de guitarra, e claro, o som hipnotizante de um saxofone.

» EM 2010: Flo Rida – ‘Club Can’t Handle Me’
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7° COLDPLAY – ‘EVERY TEARDROP IS WATERFALL’

Ao longo de seus quase 15 anos de carreira, por muitas vezes o Coldplay foi comparado com o Radiohead, mas já faz um bom tempo que ninguém toca mais nesse assunto. Com um novo polimento, a banda reinventou o seu próprio som e deixou a melancolia para trás. Em ‘Every Teardrop…’, quando o Chris canta ‘“I turn the music / I got my records on / I shut the world outside until the lights come on / Maybe the streets alright / Maybe the trees are gone / I feel my heart start beating to my favorite song” ele nos puxa para o seu mundo, onde tudo ao seu redor desaparece em segundo plano enquanto você se concentrar no que ouve em seus fones de ouvido.

» EM 2010: Mark Ronson – ‘Somebody To Love Me’
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6° NICOLA ROBERTS – ‘BEAT OF MY DRUM’

De férias a quase dois anos, as Girls Aloud nunca estiveram tão em alta fora do território inglês quanto em 2011 e o que seria algo difícil de se entender torna-se bastante simples quando falamos o nome de Nicola Roberts. Do underground ao mainstream, do alternativo ao pop, do orkut ao facebook não teve quem não se encantasse com a ruiva da banda. Com apenas um single Nicola fez com que a carreira solo de suas outras companheiras se tornassem quase irrelevantes. A Nadine é a minha favorita, a Cheryl é a favorita do grande público, porém acredito que ninguém tem dúvidas que a Nicola conseguiu mostrar onde está guardado a verdadeira magia das Girls Aloud.

» EM 2010: Take That – ‘The Flood’
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5° GOTYE & KIMBRA – ‘SOMEBODY THAT I USED TO KNOW

A realeza da música pop ganhou um novo membro esse ano. Numa época em que o mundo quase inteiro só ouvia Katy Perry, Adele, Lady GaGa e LMFAO os países da Oceania abriam o caminho para um novo artista começar a criar o seu reinado. Com 31 anos e dois CDs lançados nos anos 2000, Gotye se tornou o artista mais bem sucedido do ano na Austrália e Nova Zelândia em 2011. Como abordado por aqui em Setembro, ‘Somebody That I Used To Know’ tem um som pouco convencional, principalmente se levarmos em consideração o atual cenário das rádios em geral. O hit do ano segundo o ARIA Awards funciona como uma versão menos comercial de ‘Rolling In The Deep’ da Adele, mas ainda assim com um potencial suficiente para se tornar um grande sucesso em escala mundial. Algo me diz que essa música ainda vai render muito em 2012.

» EM 2010: Cee-Lo Green – ‘Fuck You’
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4° NICKI MINAJ – ‘SUPER BASS’

Não tinha como ser diferente, não é mesmo? ‘Super Bass’ tem o refrão mais cativante que nós ouvimos nos últimos doze meses.
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» EM 2010: Scissor Sisters – ‘Fire With Fire’
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3° DIANA VICKERS – ‘MUSIC TO MAKE THE BOYS CRY’

Por uma questão de dias a Diana não estaria nessa lista. O laçamento de ‘Music To Make The Boys Cry’ aconteceu na semana passada e como vocês podem ver, o post sobre o single ainda está na página inicial do blog. Leve, sútil e sem clichês, essa preciosidade pop é basicamente algo que qualquer artista do gênero morreria para ter nas mãos (e isso inclui uma escala que vai de Taylor Swift a Robyn). Em 2010 a Diana foi a responsável por lançar o melhor álbum do ano e avaliando o caminho que ela vem trilhando, 2012 poderá ser um ano incrível para a quarta colocada da sexta temporada do X-Factor.

» EM 2010: Robyn – ‘Dancing On My Own’

2° ED SHEERAN – ‘THE A TEAM

Não há dúvidas, Ed Sheeran foi definitivamente a grande revelação da música em 2011. Em menos de um ano o ruivo fez exatamente 312 shows pelo Reino Unido e o mais curioso, sem nem ter um álbum lançado – isso é o que nós podemos chamar de workaholic. A essa altura do jogo, o seu disco de estreia já se encontra nas lojas e a única coisa que você consegue pensar ao ouvir é ‘como esse garoto consegue manter um equilibro tão coeso entre o dubstep, o acústico e o hip hop?’. Cada faixa do ‘+’ tem os seus momentos de brilhantismo, mas não há como negar que ‘The A Team’ é a mais especial.

» EM 2010: Duck Sauce – ‘Barbra Streisand’

1° WILL YOUNG – ‘JEALOUSY

A saída da sua zona de conforto, sonoricamente falando, mostrou o quão impressionante o Young consegue ser. Completando dez anos de carreira em 2011, ‘Jealousy’ soa como a sua firmação no mercado atual deixando ainda uma missão para a próxima fase de sua carreira; ter a confiança para fazer a música que ele realmente ama, mantendo uma vantagem comercial. A música foi Top 5 no Reino Unido e por sorte não foi lançada nos Estados Unidos, por que eu até consigo imaginar qual seria o próximo número emocional do Kurt em Glee – e sejamos sinceros, Glee é ótimo, mas a voz do Kurt da dor de barriga em qualquer pessoa.

» EM 2010: Example – ‘Kickstarts’

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PLUS!

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Aqui estão as outras 85 músicas da nossa lista.

16° Patrick Wolf – ‘The City’
17° Adele – ‘Rolling In The Deep’
18° Jennifer Lopez – ‘On The Floor’
19° Calvin Harris – ‘Feel So Close’
20° Coldplay – ‘Paradise’

21° Lady GaGa – ‘Marry The Night’
22° Professor Green & Emeli Sandé – ‘Read All About It’
23° Example – ‘Stay Awake’
24° Wynter Gordon – ‘Til Death’
25° Olly Murs – ‘Heart Skips A Beat’
26° LMFAO – ‘Party Rock Anthem’
27° Cher Lloyd- ‘With Ur Love’
28° Frankmusik & Colette Carr – ‘No I.D.’
29° Oh Land – ‘White Nights’
30° Swedish Mafia House – Save The World

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