Original Tune: Top 100 Singles 2016

15. Bridgit Mendler - Atlantis

Estrelas da Disney são sempre uma polêmica em suas fases de transição, mas até que Bridgit Mendler conseguiu tirar isso de letra.

Muito pela sua habilidade como compositora, outra pela coragem de assinar com uma gravadora pequena, mas que lhe ofereceu uma ampla liberdade para criar o que ela realmente queria, ‘Atlantis’ é um single que chega sem os rastro de um passado na Hollywood Records, mas que não grita por reconhecimento. Ele simplesmente tem.

14. Alessia Cara - Scars To Your Beautiful

Música com mensagem social também pode ser interessante além da “mensagem social”. Na verdade, é tão difícil casos assim que realmente precisamos enaltecer o que Alessia criou com ‘Scars To Your Beautiful’.

13. The 1975 - A Change Of Heart

Em 2013, quando o 1975 apareceu em nossa lista dos melhores do ano com ‘Chocolate’, a gente tinha uma pequena sensação que aquele era o máximo onde eles podiam chegar.

Adivinha só quem estava enganado?

Por mais que eles não tenham um appeal suficiente para ter uma fanbase dentro do pop, está sendo ótimo ver que o triunfo deles com esse novo álbum não passou em branco. Basta olhar as principais listas de melhores do ano por aí.

12. Christine & The Queens – Tilted

Desde Yelle uma popstar francesa não causava tanto frisson.

Por um lado foi até bom ‘Tilted’ ter conquistado um sucesso moderado pois assim as gravadoras podem continuar com os pés no chão em relação a ela.

11. Becky Hill, Matoma - False Alarm

No ano em que o tropical house foi do hype à exaustão em questão de 2-3 meses, ficou até difícil encontrar quem estava fazendo certinho com essa sonoridade que no fundo a gente ainda sabe que é muito legal.

Em casos assim, qualquer coisa com o vocal da Becky Hill já ajuda.

10. Tove Lo - Cool Girl

Quando alguém se arrisca como Tove Lo e ainda assim consegue é atração em programas do tipo Idol e X Factor não é porque os produtores aceitam ela, é porque o pop precisa dela.

Ela é quem dá contraste e faz a ponte entre o que é mainstream e alternativo atualmente, afinal, é só ver que os ‘feats’ dela esse ano foram de Nick Jonas a Flume, sendo que para um ela deu o toque cool e para o outro a entrada nas rádios pop.

9. Kanye West - Fade

Kanye é uma pessoa complexa, mas lembra daquela época em que ele lançava coisas como ‘Stronger‘? ‘Fade’ está aqui para isso.

8. The Veronicas - In My Blood

Em um período onde vários artistas do meio pop mudaram a direção dos seus trabalhos, ‘In My Blood’ é um ótimo exemplo de que não é necessário ir da água para o vinho para mostrar que você não é uma pessoa de uma nota só.

‘Untouched’ foi relevante para 2008 assim como ‘In My Blood’ foi para 2016 e nesse caso não é como se tivéssemos perdido um artista em nome de outro por conta de sua evolução.

7. Clean Bandit - Rockabye (feat. Anne-Marie, Sean Paul)

Foi engraçado notar que no ano passado surgiu na Suécia o A-Base, um quarteto no moldes do A-Teens em homenagem ao Ace Of Base.

Não decolou, mas isso também não é problema, pois para quem não conheceu a obra do quarteto mais popular dos anos 90, o Clean Bandit fez uma música que é basicamente a ‘All That She Wants’ dos tempos atuais.

6. Little Mix - Shout Out To My Ex

‘Shout Out To My Ex’ desperta aquela mesma vontade de cantar até o pulmão secar que ‘Since You’ve Been Gone’ causa até hoje, mas com o gancho bem catchy e dançante de uma ‘Ugly Heart’.

Apesar das comparações terem sido inevitáveis no início, hoje em dia a gente não precisa escolher entre ‘Tik Tok’ ou ‘California Gurls’, assim como daqui um tempo Little Mix vs GRL não vai fazer sentido.

5. The xx - On Hold

O mais engraçado de ‘On Hold’ é que ao mesmo tempo que ela é a balada que mais fez sentido para 2016, ela é também a coisa mais pista que o The xx já lançou. Tudo dependente muito do ponto de vista com a qual a gente olha pra ela, mas todos eles vão ser muito bonitos graças à composição mais delicada que ouvimos nesse ano.

4. Maty Noyes - In My Mind

Existe algo mais insuportável do que quando você conhece alguém e ele (a) prefere reviver o seu passado do que construir um futuro? Obrigado Maty Noyes por colocar essa perspectiva em uma música.

3. Sofi Tukker - Drinkee

Essa música vai ser ainda maior em 2017, e já estamos meio que preparados para a exaustão que ela vai causar quando cair nas FMs.

Formado pela alemã Sophie Hawley-Weld e o ex-jogador de basquete nova iorquino Tucker Halpern, Sofi Tukker certamente vai fazer o mundo inteiro cantar em português novamente.

A gente já imagina algo tão grande quanto ‘Prayer In C’, mas independente do que a música venha a conquistar próximo ano – e isso incluí até o Grammy de melhor música eletrônica, onde concorre com nomes como Chainsmokers – as orações feitas esse ano justifica bem o seu lugar nessa lista, afinal “com Deus a gente deitou, com Deus a gente levantou.”

2. Fifth Harmony - Work From Home

O single certo, no momento certo, ‘Work From Home’ foi o hit que colocou o Fifth Harmony na lista dos artistas da década. Assim como fizemos ano passado com ‘Don’t Cha’ das Pussycat Dolls, essa é certamente uma daquelas músicas que em 2026 a gente vai estar comentando “nossa, já faz 10 anos…“.

Ter um hit pode até ser fácil quando você tem acesso aos produtores e hitmakers que uma grande gravadora pode oferecer, ter uma música que marca um período vai bem além disso.

1. Beyoncé - Formation

Beyoncé queria passar uma mensagem com ‘Formation’ e ela seguramente conseguiu, mas ao mesmo tempo ela fez a gente dançar ao som dela, refletir sobre ela.

Essa é sem dúvidas a música mais marcante do ano, aquela que servirá de referência quando você precisar explicar o que aconteceu ou quem fez o que em 2016. Vai ser sempre o ano em que Beyoncé lançou ‘Formation’.